Uma operação envolvendo as Polícias Militar e Civil, além do Exército, apreendeu ontem cinco dinamites em gel em uma casa em Guará. Os explosivos foram furtados de uma barragem que está sendo construída na cidade. Outras 17 unidades estariam desaparecidas.
As investigações começaram há 15 dias após uma denúncia anônima.
Os policiais trabalham com a hipótese desse material ter sido roubado para ser utilizado em ações de facções criminosas.
O poder de destruição das dinamites é assustador. “Uma dinamite daquela destruiria o prédio da delegacia. As cinco destruiriam praticamente um quarteirão inteiro”, disse José Augusto Franzini de Almeida, delegado de Guará. Além de José Augusto, os delegados seccional, Mauri Segui, e da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Adolfo Domingos, e investigadores de Franca também participaram da operação.
Na manhã de ontem, o soldador Welington José Lopes, 22, foi preso em sua residência quando a polícia encontrou as cinco dinamites em uma casinha de cachorro. Na delegacia, ele confirmou que trabalhava nas obras da usina hidrelétrica que está sendo feita na cidade e assumiu que teria furtado um total de nove dinamites.
Duas teriam sido explodidas por ele em um pasto, duas vendidas e as outras cinco foram as encontradas pela polícia. As dinamites vendidas, que ainda não foram encontradas, teriam sido comercializadas por R$ 150 cada. Os compradores seriam presos da Cadeia Guanabara. As dinamites não foram encontradas.
A polícia conseguiu o nome das pessoas que teriam participado das negociações, que também foram presas preventivamente, e de um colega de trabalho de Welington, detido na cidade de Cajamar a pedido da polícia de Guará. O colega, Sidnei Ferreira, conhecido como “Brinquinho”, teria roubado outras 15 dinamites e hoje seria ouvido pela DIG. Ele ainda não teria assumido o furto do material.
De acordo com informações da polícia, o objetivo das dinamites seria fazer atentados contra a instituição. “A denúncia que nós recebemos seria de que ataques seriam feitos em distritos policiais, fóruns e casas de policiais, alguns, inclusive, aqui em Guará. Esta é a denúncia que nós tivemos.”
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