Não entendo porque tanta polêmica a respeito do aborto. A decisão de se ter ou não a criança tem que ser sempre da mãe, independente de aprovação ou não da lei, como é o caso dessa mãe de apenas 14 anos. Na prática é assim que funciona. Quando há o diagnóstico de anencefalia, mesmo com permissão judicial, quem tem que decidir se quer ou não abortar é a mãe. As mães religiosas – como Cacilda, de Patrocínio Paulista – vão sempre se decidir pela não interrupção da gravidez e vão amar a criança e se emocionarem à cada minuto em que ela viver. Quem decide o contrário e tem dúvida quanto ao nascimento da criança é porque não está preparada para amar incondicionalmente e nem para as experiências difíceis que viverão. Nesse caso decidirá pelo aborto e é melhor que tenha o respaldo da lei, até por uma questão de consciência. Para que complicar o que se pode simplificar e fazer o que é melhor pra todos? As religiões também foram contra a aprovação do divórcio e hoje quem é religioso, não divorcia. A simplicidade da ação está em instruir as seguidoras a não abortar; não são obrigadas a seguir a lei porque têm o respaldo da sua crença. Particularmente, sou contra o aborto. Se eu tivesse um diagnóstico desfavorável, correria todos os riscos para ter o meu filho, mas sou a favor da lei, que dá opção de escolha para mãe que não quer ter o filho.
Rosa Santa Batista
Conselheira deste Comércio -Franca - SP
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Parabéns à jovem mãe e familiares pela decisão. Que Deus os proteja e dê forças para enfrentar esta situação. É uma vida, mesmo que dure segundos! Deus tem mistérios que não cabem a nós, pobres pecadores, questionar.
José Carlos Garcia
Franca - SP
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