Duas das 78 emendas apresentadas pelos vereadores à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) 2009 foram votadas ontem e devem dobrar as verbas destinadas às entidades assistenciais do município, elevando de R$ 4 milhões para mais de R$ 8 milhões as receitas para área social no ano que vem.
Um requerimento da autora das propostas, Graciela Ambrósio (PP), permitiu que as emendas fossem submetidas à análise dos vereadores, antes de outras 76 que só deverão ser votadas na próxima sessão, dia 9.
As duas emendas foram aprovadas com uma grande pressão dos representantes das entidades, que, a certa altura, chegaram a entrar no plenário para pressionar os vereadores.
A emenda que destina mais recursos às entidades assistenciais da cidade estipula que a verba seja retirada da Secretaria de Finanças. A emenda que acrescenta R$ 4,292 milhões aos R$ 4 milhões que a Prefeitura tinha reservado para as creches, determinando que a verba seja retirada da previsão de gastos para a compra de equipamentos da Secretaria de Finanças (R$ 1 milhão), da previsão de gasto com o controle de resíduos sólidos e da coleta de lixo e varrição ( R$ 2,5 milhões), da Secretaria de Serviços Municipais e Meio Ambiente e da previsão de gastos com desapropriações (R$ 450 mil), da Procuradoria Jurídica Municipal.
COMEMORAÇÃO
Graciela justificou as emendas dizendo que, além de necessárias, são merecidas. “As entidades fazem um trabalho fundamental e merecem todo o nosso apoio”.
Segundo o presidente da Associação das Entidades Assistenciais de Franca, Fernando de Oliveira Campos, a aprovação das emendas ameniza, mas não resolve o problema. “Se não houver um reajuste à altura do que se faz, não se tem condição de manter esse trabalho”, disse.
O presidente relacionou os gastos e as necessidades de algumas entidades que a Associação representa. “As creches recebem R$ 74,70 mensais por criança atendida e precisariam de R$ 150; cada idoso custa entre R$ 850 e R$ 1,2 mil, mas as entidades recebem apenas R$ 240”, relatou.
Tema de matéria publicada na edição da última quinta-feira, dia 28, do Comércio, as necessidades são agora confirmadas pelo presidente.
Segundo ele, a verba municipal só consegue suprir cerca de 50% dos custos das entidades, que precisam se desdobrar em promoções para arrecadar dinheiro. “Acabamos nos dedicando demais às promoções e de menos aos nossos assistidos”, confirmou.
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