Francanos caem no novo golpe do título protestado


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ATENÇÃO REDOBRADA Delegado Wanir José da Silveira dá dica para a pessoa nunca pagar dívida sob pressão e procurar informações antes de depositar dinheiro
ATENÇÃO REDOBRADA Delegado Wanir José da Silveira dá dica para a pessoa nunca pagar dívida sob pressão e procurar informações antes de depositar dinheiro
Os francanos estão sendo vítimas de um novo golpe: o do cartório. Pessoas que dizem ser funcionárias de cartórios e de empresas dos mais diversos segmentos ligam para suas vítimas dizendo que os nomes das mesmas serão protestados caso não façam o pagamento imediato de determinado valor. Muito articulados, os golpistas acabam convencendo os interlocutores que fazem o pagamento por meio de depósito bancário e só depois descobrem que não há nenhum protesto ou dívida vencida. O número de vítimas na cidade ainda não foi levantado pela polícia. O único dado numérico a respeito é o fato de nos últimos dias mais de sete pessoas terem se dirigido aos cartórios buscando informações sobre protestos em seus nomes, o que antes não acontecia. Uma das pessoas que caíram no golpe foi Gisele (nome fictício). No final de julho, ela havia acabado de comprar uma loja quando recebeu a ligação, em que o golpista dizia ser funcionário de um cartório de São Paulo, falando de uma dívida no nome da empresa recém-adquirida. A dívida seria de uma duplicada vencida em poder de uma empresa de São Paulo. Na ligação, o golpista forneceu o nome e o telefone da empresa paulistana. Ao ligar, ela foi atendida por uma outra pessoa, que se apresentou como advogada e lhe explicou sobre a dívida e que deveria pagá-la em menos de uma hora, caso contrário, sua empresa seria protestada. “Ela disse que o valor era de R$ 560 e que, se fosse a protesto, aumentaria para R$ 2.800. Ela começou a falar nos termos da lei. Na hora, eu pensei: antes pagar os R$ 560 do que pagar os R$ 2.800. Fiquei muito apavorada. Eu paguei”. Só após o pagamento, Gisele percebeu que caiu num golpe. “Na hora que eu acabei de fazer o depósito, eu fiquei com vergonha de cancelar o depósito. Quando voltei para a loja e fui assimilar as coisas, lembrei que o cartório não liga cobrando. Era mesmo um golpe”. Gisele disse que procurou a polícia, registrou um BO (Boletim de Ocorrência) e solicitou informações do banco sobre quem era o correntista da conta. Até hoje, ela disse não ter informação de nenhum dos dois órgãos. Um outro caso é da psicóloga Maísa (nome fictício), que conta a mesma história de Gisele, mas a “empresa” seria uma editora. Ela comenta que as pessoas com quem conversou são bastante convincentes e ela só não caiu no golpe por uma falha dos possíveis estelionatários. “A deixa que ela me deu foi quando disse que a minha assinatura tinha sido avaliada pela Receita Federal. Aí caiu a minha ficha, a Receita nunca ia se dar ao trabalho de avaliar uma assinatura minha. Depois disso, disse que poderia colocar meu nome no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e tudo mais”. Maísa comenta que ficou impressionada com a forma que os golpistas trabalham. “A forma sedutora que ela vai te convencendo a pagar me deixou impressionada. O que chamou a atenção é a forma que eles vão te conduzindo. Você pensa que é sério. Tem todo um esquema de passar linha, como se tivesse com um PABX. Eu fiquei muito impressionada”.

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