Eu aqui, distante 3,5 mil quilômetros de Franca, tenho certeza que não apareceu ninguém da OAB ou dos Direitos Humanos na casa do pai da Kenia, mas, certamente, agirão instantaneamente em defesa a quem matou. Nós, os direitos, não encontramos ninguém para nos defender neste País que nos remete a viver presos em casa com grades, muros altos, cercas de segurança, cachorro, carro com vidros fechados e com película, portas travadas. Ainda assim, os bandidos nos acham, nos intimidam, nos ameaçam, nos roubam, matam e fica por isso mesmo. Se vão presos, pagam fiança e voltam para as ruas. Se são condenados a vinte anos, com três estão soltos, isso se não fugirem antes. Resta rezar e pedir proteção aos céus.
Antônio Barbosa (Tonhão)
Terezina - PI
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