Durante todo o mês de agosto ficamos ligados nos Jogos Olímpicos da China. Quantos exemplos de disciplina, de superação de limites, de vencedores.
Entre a “nata” do esporte mundial, um destaque, o nadador norte-americano Michael Phelps - super-recordista de medalhas olímpicas, fenômeno (no verdadeiro sentido da palavra, não uma jogada de marketing), estrela maior nesta constelação de grandes atletas.
O que este nadador pode nos ensinar? Quais as lições de Phelps? Talento puro? Dom divino? Confesso que vendo Michael vencer tantos e de maneira tão contundente estas definições me vêm à cabeça; mas, se aprofundarmos um pouco mais sobre a vida deste atleta, nas horas, dias, meses e anos que antecederam aqueles intensos segundos das provas por ele vencidas teremos uma visão mais ampla e por isso mais correta sobre este fenômeno.
Na entrada do vestiário da piscina em que Phelps treina diariamente encontra-se em destaque uma frase que diz mais ou menos assim: “Quando chega a hora de competir, não há mais tempo para treinar”.
É aí que se constrói o fenômeno, este é o espírito que move Phelps. As medalhas, as batalhas começam a ser vencidas bem longe da glória das piscinas de Pequim, milhas distantes do glamour de um pódium olímpico. É na simplicidade de um ginásio universitário, na dura e às vezes entediante rotina de treinos que se forja um campeão.
E nossas empresas? São vencedores no mercado? Medalhas de ouro em gestão? Fenômenos em administração? Se sim, o que estamos fazendo para nos manter no topo? Se não, o que estamos fazendo para ocupar um lugar no pódium?
Com minha experiência vi e vejo empresários fazerem de tudo – copiar a concorrência, mudar de prédio, pintar a fachada, mudar o produto, mudar de negócio; enfim, uma série de atitudes que na maioria das vezes são ineficazes. Poucos se preocupam em treinar. Miram na competição principal, no pódium e se esquecem que, a exemplo de Phelps, a batalha começa a ser ganha bem antes, treinando.
Seu produto, seu serviço; enfim, seu negócio não vai “vingar”, ser campeão, se todos os envolvidos no processo (produção, comercialização, financeiro, etc.) não estiverem bem treinados.
Qual foi a última vez que sua equipe participou de algum treinamento? O que atletas de nível como Phelps nos ensinam é que devemos definir um padrão ideal de conduta e treinar, repetir à exaustão cada passo, cada detalhe e assim chegar perto deste padrão, digo chegar perto porque a perfeição nunca se atinge, sempre há algo pra se melhorar.
Essa é a receita, simples assim. Fenomenal deve ser a disciplina pra se realizar o simples, da rotina de um treinamento vislumbrar a glória de uma conquista. E então? Vai treinar sua equipe ou prefere trocar os móveis e pintar a fachada de sua empresa?
Paulo Rubens Gimenes
Consultor de Marketing
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