Orquestra de Violas de Franca tenta manter tradição e revelar talentos


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O professor Valdir Rosa (camisa marrom) tenta reativar a Orquestra de Violas de Franca, que reúne várias gerações e também mulheres
O professor Valdir Rosa (camisa marrom) tenta reativar a Orquestra de Violas de Franca, que reúne várias gerações e também mulheres
Quem passa pela Rua Campos Salles, no Conservatório Cantus Dei, no Centro de Franca, nas noites de segundas-feiras e manhãs de sábado ouve um som característico de fazenda: músicas de raiz que saltam das violas. São os ensaios da Orquestra de Violas de Franca, que depois de três meses desativada voltou à ativa sob o comando do professor Valdir Rosa. Fundada em 2006 com 30 membros, no ano passado a Orquestra ficou sob a responsabilidade da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura) e atualmente está independente. “O principal objetivo da Orquestra é dar oportunidade a talentos que não têm condição de pagar uma escola”, afirma Valdir, que sem conseguir apoio financeiro cobra R$ 50 por mês de cada um dos atuais dez membros. O ensaio dos violeiros é um encontro de gerações. O integrante mais novo, José Felipe Barbosa de Oliveira, de 8 anos, participa das aulas com a sua mãe, a professora Mariskel Silva Barbosa. Francisco Ferreira Coelho, 81, é o membro mais velho e também o mais empolgado com a Orquestra. Eudóscio Vicente Alves, o Dodo, 67, toca desde pequeno e já cantou na dupla Canário & Passarinho durante cinco anos. A Orquestra, que tem no currículo várias apresentações - destaque para a Semana do Caipira, em Santos -, ensaia todas as segundas-feiras, das 19h30 às 21 horas, e aos sábados, das 10 às 12 horas, no Conservatório Cantus Dei. “Estou abraçando as causas do grupo porque falta cultura em Franca e os francanos estão sedentos por música. A viola caipira é nossa raiz”, disse Joice Garcia Olegário, proprietária do Conservatório. O presidente da Feac, Reginaldo Emídio, explica que a Orquestra não tem vínculo com a Prefeitura por não ser organizada juridicamente. “Podemos contratar um maestro para no máximo seis meses, mas não existe uma obrigatoriedade. Mesmo assim, sempre que os violeiros vão se apresentar em outra cidade nós ajudamos com o transporte”, afirma.

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