Franca forma três mil profissionais por ano


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Direito, Educação Física, Administração, Enfermagem, Ciências Contábeis, Pedagogia. Franca tem hoje mais de 30 cursos superiores nas quatro faculdades da cidade que, juntas, formam todos os anos uma média de 3 mil estudantes. Números apresentados pelas instituições indicam que 3.030 novos profissionais entrarão no mercado de trabalho no final do ano. A maioria, acredita-se, acaba “exportada” para outras cidades. Rui Tadashi Yoshino, coordenador do curso de Engenharia de Produção da Unifran (Universidade de Franca), faz um trabalho de acompanhamento dos universitários após conclusão dos estudos. Dos 15 formandos do ano passado, 12 trabalham fora de Franca. “A cidade ainda está engatinhando no uso de técnicas da engenharia de produção. As indústrias daqui não conseguem absolver todos os formandos da área”. O professor vê a saída de profissionais para outras cidades pelo lado positivo. “Eles acabam divulgando Franca lá fora. Para o curso também é bom, pois vira referência”, acredita Yoshino. Para o economista Hélio Braga, do IPES (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, Franca é uma das regiões que menos ocupam formados em ensino superior. A explicação está no fato da cidade ser constituída principalmente por empresas de micro e pequeno porte, grande parte do setor calçadista. “Existe muita mão-de-obra superior desocupada ou não ocupada pela atividade produtiva. Aqui dá-se preferência para a mão-de-obra pouco qualificada e que remunera menos”, afirmou Braga. O economista disse ainda que em Franca as áreas que mais empregam profissionais de nível superior são as instituições financeiras, setor público e educação. “Os setores de serviços e comércio são fracos, desta forma faltam opções”.

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