A universitária Laura Zanin Lima, 22, está no quinto ano do curso de direito da Unifran (Universidade de Franca). Vinda de Itamogi (MG), ela será uma dos 426 formandos em advocacia neste ano. O curso é o que mais forma estudantes por ano em Franca, seguido de educação física (229 entre bacharel e licenciatura), administração (184), enfermagem (172) e ciências contábeis (114).
Apesar do alto número de universitários concluintes em direito, Laura pretende atuar na cidade. Ela acredita que apesar do mercado concorrido, encontrará espaço para advogar. “Para começo de carreira penso em ficar em Franca, já fiz estágio e penso que se você tem capacidade e competência consegue um trabalho”.
Na FDF (Faculdade de Direito de Franca) serão 196 formandos, já na Unesp (Universidade Estadual Paulista) são mais 120. Mais de 70% moradores em outras localidades paulistas e também em outros Estados. “A pessoa procura Franca, se forma e depois presta um concurso e vai embora. Acredito que esse também será o meu futuro.
Quero passar na Ordem e depois estudar para concurso em busca de vôos mais altos”, disse a universitária.
A Unifran (Universidade de Franca) diz através de sua assessoria que 70% dos universitários que lá estudam são de cidades de fora. A instituição não controla qual o destino do aluno após formado, mas num banco de talentos mantido no site www.unifran.br é possível ver que mais da metade dos 120 depoimentos é de profissionais que atuam longe de Franca.
Um exemplo é o do ex-aluno Cleison Lucas. Formado em ciências da computação pela Unifran, hoje ele trabalha como analista de sistemas da Força Aérea Brasileira, no Ministério da Defesa, em Brasília (DF). “Franca tem mão-de-obra, mas não abre oportunidade para o pessoal. O mercado de trabalho cresce, mas de forma pequena. A indústria da cidade tem encolhido e as que existem não valorizam o profissional”, explica o economista Hélio Braga, do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef.
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