O simples fato de estar grávida aos 14 anos já seria motivo de inúmeras preocupações para a adolescente PMG e sua família, que residem no bairro Santa Maria, na zona oeste de Franca. Mas, no caso de PMG, a situação é bem mais complicada. Exames de ultra-sonografia detectaram que o bebê nascerá com problemas de formação no cérebro, mas o tipo de anomalia ainda não foi definido.
PMG vive em uma casa alugada de cinco cômodos, onde também residem sua mãe, sua avó, seu namorado e um irmão de 4 anos. A única fonte de renda da família é o emprego de sua avó, que trabalha como empregada doméstica e recebe um salário mínimo por mês.
Os problemas enfrentados pela adolescente começam na alimentação. “Como estou grávida, acabo comendo muito. Estamos precisando de comida aqui em casa. As coisas já estão começando a faltar”.
Por ser epiléptico, o namorado de PMG não pode trabalhar e também não consegue se aposentar por invalidez. Segundo a garota, o rapaz tem 20 anos e já passou por quatro perícias no posto do INSS de Franca, mas teve o benefício negado pelos médicos da Previdência. “Eles não o aposentam, mas quando ele vai procurar emprego, ninguém quer dar”.
Após a constatação dos problemas de formação de seu bebê, PMG precisa realizar ultra-som tridimensional. O procedimento, que custa em média R$ 200, é feito somente em clínicas particulares, pois a rede pública não dispõe dos equipamentos necessários para este tipo de exame.
Por enquanto, a única doação recebida pela adolescente foi um berço que uma vizinha deu. Sem recursos financeiros, PMG pede ajuda para montar o enxoval do bebê, já que está no quinto mês de gestação. “Vou precisar de fraldas, roupinhas, mamadeira. O que vier já vai ajudar muito, pois a minha situação é muito difícil”.
Mesmo depois de ficar sabendo que seu bebê sofre de graves problemas na formação do crânio, PMG, em nenhum momento, pensou em acionar a Justiça para tentar interromper a gravidez. “Isso me deu até mais forças. Todas estas dificuldade fizeram dobrar meu amor por esta criança. Nem que seja para viver um segundo, meu bebê vai nascer”, disse a garota, chorando.
As pessoas interessadas em ajudar PMG devem ligar para 3713-8858.
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