A relação com os carcereiros e entre as próprias presas é de respeito e distanciamento. Não assumem nenhum tipo de violência, mas sabe-se que se trata mais de um código de conduta que de uma realidade. Algo que torne os dias menos sofríveis.
Para os 11 policiais civis que trabalham dia e noite para vigiar as presas, pouca coisa mudou desde que elas chegaram no final de 2007.
Bem é verdade que o universo feminino guarda suas peculiaridades mesmo em um ambiente de confinamento forçado e são essas diferenças que garantem certa tranqüilidade entre quem observa e quem é observado.
"Com os homens, a preocupação era constante. A todo momento tentavam fugir, serrar grades, fazer buracos, quando não se enfrentavam para poder assumir o controle das celas e das alas", contou um carcereiro. "As mulheres são mais tranqüilas. Não dispensam vigilância, mas não oferecem tantos riscos. Querem cumprir suas penas, receber suas visitas e aguardar o dia de sair, sem arrumar confusão".
A Cadeia de Batatais não tem um diretor específico. Na tarefa de dirigir a unidade, os delegados da cidade se revezam por períodos de 30 dias. Para quem trabalha no local, o modelo administrativo é o pior possível: "Imagina que você tenha um chefe a cada mês. Cada um que chega dá ordens diferentes, muda alguma coisa; alguns nem aparecem aqui", reclamou um dos funcionários.
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