Amados por Deus


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Estamos vivendo o 22º domingo do Tempo Comum e nas missas serão proclamados trechos da palavra de Deus colhidos do profeta Jeremias, capítulo 20; carta aos Romanos, capítulo 12 e um trecho do capítulo 16 do evangelista Mateus. O profeta Jeremias é o profeta que confiou em Deus, que acreditou plenamente nele e que obteve, como resultado, somente dissabores, contrariedades e perseguições. Chega um ponto que ele não agüenta mais, então, resta-lhe reclamar do fracasso de sua missão e começa a queixar-se com o Senhor. A sua missão é muito difícil, pois é convocado por Deus para denunciar a desastrosa condição à qual está reduzido o povo de Jerusalém e para ameaçar com a iminente destruição, se não houver uma imediata conversão ao Senhor. A nação está à beira da ruína. Suas palavras não só caem no vazio, mas provocam uma violenta perseguição contra ele, por parte do rei e dos chefes religiosos que não querem mudar os seus programas. Até o povo se irrita e pede a sua morte. Até processo no tribunal existe contra ele, mas o profeta consegue defender-se e acaba sendo absolvido. Ele está abalado... e nesta situação difícil, ergue para Deus a sua queixa que é relatada na primeira leitura. O profeta sente-se abandonado por Deus, sozinho contra todos, objeto de escárnio e violência por parte do povo. No seu desespero chega a dizer que não pensará mais em Deus e que não pronunciará mais o seu nome. Deus, entretanto, já tinha acendido no seu coração um fogo tão ardente que de forma alguma podia ser apagado. A experiência de Jeremias se repete em todas as pessoas que se deixam seduzir por Deus. Quem não possui dissabores? Quem não ficou decepcionado na vida? A ninguém Deus ilude, somente revela seu apoio àquele que confia, deixando claro que qualquer provação vale a pena enfrentar, pois, em tudo Deus salva. Na segunda leitura, São Paulo afirma que se nossas liturgias não forem a celebração de uma vida de amor, a nossa religião é completamente vazia, sem conteúdo, se tornando simples exterioridade, formalismo inútil. Outro ponto tratado pelo apóstolo é que o cristão não deve se influenciar pela opinião pública: todos pensam assim, todos fazem assim, todos falam assim... o cristão deve sempre saber discernir qual o comportamento que agrada a Deus, ainda que não seja agradável aos homens. O cristão não deve se iludir com obter somente sucesso na vida. O espírito de Deus vê de forma diferente. O evangelho é muito interessante. No domingo passado Pedro proferiu uma maravilhosa profissão de fé em Cristo. Jesus, porém, não quer que falem aos outros, pois sabe que os seus discípulos ainda pensam que o Messias deva ser um rei glorioso, vencedor, dominador, e este não é o plano de Deus. Jesus quer destruir esta idéia falsa dizendo que está para subir a Jerusalém, não para tomar o poder, mas para dar a vida. Pedro se exalta e não consegue aceitar a idéia de que o Messias possa ser humilhado. Jesus o chama de Satanás, porque não pensa como Deus e sim como os homens. Esta primeira parte do Evangelho é um chamado a repensar o modo que escolhemos para viver nossa vida cristã. Com Jesus aprendemos que a única forma para sermos discípulos é aquela de seguir o Mestre ao longo do caminho que conduz à doação da vida. Na continuidade do texto, Jesus apresenta as condições para segui-lo. Jesus escolhe o caminho da cruz, dom de si, e diz que o seu seguidor não pode esperar para si um caminho diferente. Ao cristão se pede para não pensar nem um pouco no próprio prazer ou no próprio interesse, nem mesmo o espiritual. O cristão não pode querer fazer o bem para acumular merecimentos no céu. A outra condição é “tomar a sua cruz”. Significa: seguir o caminho que Jesus percorreu, dar a vida para os seus mesmos ideais, enfrentando, se necessário, até a perseguição e a morte para permanecer fiel ao evangelho. Neste evangelho aprendemos que a única coisa que terá sentido no final da vida é o amor que foi multiplicado em nós, pelas atitudes que tivemos. LUIZINHO Ele chegou e foi encontrado, salvo pelos ouvintes atentos que passavam defronte daquele recipiente. As primeiras perguntas: “Quem fez?”, “Como?”. Que tristeza! O editorial do dia seguinte, deste Comércio, com sensibilidade e ternura afirmou que sua chegada foi triste, mas o encontro e o nome dado representavam alegria, vitória, paz. É um novo Moisés, é um novo menino de Belém! Há poucos dias foi-se Marcela para o céu. Na seqüência, Deus manda Luizinho... São sinais que nos fazem próximos de Deus que quer sempre nos falar alguma coisa! Luizinho, você já é feliz, sempre será feliz, pois és um sinal de Deus. MÊS DA BÍBLIA O mês de setembro que iniciaremos é dedicado à divulgação, estudos e formação por meio da Sagrada Escritura. A palavra de Deus é a bússola que orienta nossa vida em qualquer circunstância. Que a Sagrada Escritura ilumine nossa vida. PENSAMENTO “A palavra de Deus é a verdade, sua lei, liberdade”. (Sl 18). José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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