Laudo preliminar aponta: Kenia foi estuprada


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Em depoimento, Rogério Luciano Alves nega que tenha violentado vendedora, mas polícia e laudo apontam evidências de violência sexual
Em depoimento, Rogério Luciano Alves nega que tenha violentado vendedora, mas polícia e laudo apontam evidências de violência sexual
Marcas roxas nos pulsos, ferida com presença de sangue na vagina, marcas no pescoço, a posição como o corpo da vendedora Kenia Bruna Bazon foi encontrado na cama (deitado de costas com as pernas para fora) e outros detalhes revelados por um laudo preliminar feito por um perito criminal apontam que ela foi violentada pelo vizinho antes de ser morta. A afirmação foi feita ontem pelo delegado Márcio Murari, que, numa conversa informal com o médico legista, obteve algumas conclusões que devem constar do laudo de necropsia. O laudo ainda não foi assinado, mas deverá chegar às mãos da polícia na próxima semana. Se confirmado o que disse o médico, o acusado responderá também pelo crime de estupro. Grávida de dois meses, Kenia foi assassinada na manhã da última segunda-feira por seu vizinho, o sapateiro desempregado Rogério Luciano Alves, 28. Na manhã de quinta-feira, Rogério foi preso e confessou o crime. Para a polícia, disse que, depois de consumir cocaína e ingerir bebida alcoólica, foi convidado por Kenia para entrar em sua casa. Lá, teriam mantido relações sexuais. Ao final do ato, Kenia teria duvidado da sexualidade do sapateiro, chamando-o de homossexual. Nervoso, Rogério teria agredido a moça, sufocando-a até a morte. Para a polícia, os fatos teriam ocorrido de outra forma. O primeiro ponto questionado na versão do acusado é quanto à relação sexual consensual. “Nós ainda não temos o laudo de necropsia, mas o médico legista já apontou marcas no pulso da vítima. Marcas de que ela foi segurada com uma certa pressão. Além disso, foi encontrada uma equimose (espécie de ferimento com sangue) na vagina de Kenia. Pelas evidências, tudo leva a crer que ele realmente tenha estuprado a vendedora”, disse Márcio Murari. Além disso, Kenia urinou nas calças que vestia, o que para a polícia indica medo. Outra evidência contradiz a afirmação de que Rogério teria sido convidado pela vítima a entrar. “Além das testemunhas que viram Kenia no portão conversando com o acusado, existe uma outra pessoa que disse ter escutado dois gritos da vendedora, como que pedindo socorro. Um deles mais abafado. Acreditamos que foi nessa hora que Rogério apertou a boca da vítima, sufocando-a até a morte”, disse o delegado. [FOTO2] A polícia deverá voltar à cena do crime para uma nova perícia. O delegado quer saber como Kenia se feriu nas costas. O acusado disse que o ferimento foi feito quando ele a empurrou e ela bateu no móvel. A polícia suspeita de que Rogério tenha usado um objeto pontiagudo para dominá-la assim que ela saiu para atender seu chamado.

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