A testemunha-chave para o esclarecimento do assassinato da vendedora Kenia Bruna Bazon foi a ex-mulher do sapateiro desempregado Rogério Luciano Alves. Ontem o delegado Márcio Murari revelou com exclusividade à reportagem do Comércio da Franca detalhes do depoimento da mulher que não teve sua identidade revelada. Ela seria o álibi do acusado, mas resolveu contar toda a verdade à polícia.
Comércio da Franca - Como a polícia chegou até esta testemunha?
Márcio Murari - Quando Rogério foi trazido à delegacia na primeira noite, como suspeito do crime, ele disse que estava na companhia de outras pessoas, que foram checadas. Quando ele apresentou o álibi da ex-mulher, que esteve com ela, foi que nós conseguimos pegá-lo. Houve uma certa dificuldade para encontrá-la. Ela foi a prova-chave do crime. Foi ela quem confirmou toda a história.
Comércio - Como ela ficou sabendo do crime?
Murari - Logo após o crime. Rogério saiu da casa da Kenia e foi para a sua, ao lado. Ligou para a ex-mulher e foi buscá-la na casa da mãe. Ele a trouxe novamente para a casa no Leporace. Chegaram a manter relação sexual e, só depois, ele começou a chorar e acabou contando para a ex-mulher que havia feito uma besteira.
Comércio - Isso na mesma manhã?
Murari - Sim. No mesmo dia.
Comércio - A confissão foi dentro da casa?
Murari - Não. Ela saiu com ele no carro e viu a bolsa da Kenia no banco de trás. Perguntou de quem era e ele disse que era de uma amiga. Ele estava chorando e falando que precisava sair da cidade. Ela insistiu para que ele contasse que tipo de besteira havia feito, foi quando Rogério confessou ter matado a vizinha.
Comércio - Por que ela não ligou para a polícia?
Murari - Ela disse que perdeu a noção. Estava bastante temerosa, pois tem um filho de 9 anos, não com o Rogério. Ela disse que não sabia que rumo tomar. Só se deu conta de tudo quando a chamamos para depor. Foi quando ela contou toda a história.
Comércio - Ela comentou com mais alguém?
Murari - Acho que não. Pelo menos ela não falou nada.
Comércio - Ela pode responder como co-autora no crime?
Murari - A princípio não. Ela mostrou que não tinha qualquer tipo de envolvimento e colaborou muito com as investigações.
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