Vida de sertão no Cambuí


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POEIRÃO - Garoto pedala por uma das ruas sem asfalto do Jardim Cambuí. Moradores sofrem nos dias de seca em razão da poeira que toma conta do bairro. Eles reclamam dos problemas de saúde causados pelo poeirão constante e
POEIRÃO - Garoto pedala por uma das ruas sem asfalto do Jardim Cambuí. Moradores sofrem nos dias de seca em razão da poeira que toma conta do bairro. Eles reclamam dos problemas de saúde causados pelo poeirão constante e
O tempo seco e a baixa umidade do ar registrados nos últimos dias em Franca já causam transtornos à população local, como problemas respiratórios, registrados principalmente em crianças e idosos. Como se não bastassem os fatores climáticos, os moradores no Jardim Cambuí, na zona norte da cidade, sofrem ainda mais, pois as ruas do bairro não foram pavimentadas e a poeira levantada pelo vento e por automóveis invade casas e pontos comerciais. O comerciante Roberto Elias dos Santos, que possui um minimercado no bairro, afirmou que é praticamente impossível manter seu estabelecimento limpo. “Ninguém consegue dormir ou manter a limpeza por causa do pó. Quando procuramos as autoridades, somos orientados a procurar os vereadores para nos ajudar e nosso problema acaba virando um jogo de empurra”. No ano passado, o comerciante afirmou que teve uma conversa com Valéria Marson, que na época era a responsável pela Secretaria de Obras e Serviços Municipais, e obteve a promessa de que o bairro seria asfaltado até setembro deste ano. “Eles nos prometem as coisas e esquecem. Acho muito difícil que o asfalto venha em 2008”, disse Roberto Elias. Valéria Marson foi procurada para comentar o caso. Na Secretaria de Planejamento, onde trabalha hoje, não foi encontrada. No seu celular, a ligação caía na caixa postal. A poeira e a baixa umidade do ar deverão dar uma trégua hoje, pois a previsão do tempo indica que deve chover em Franca (leia mais no texto de apoio). CONFUSÃO João Marcos Rodrigues, presidente da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), afirmou que a chegada do asfalto deve demorar a se tornar realidade. Como os lotes foram entregues aos proprietários sem a infra-estrutura necessária para o asfaltamento, criou-se um imbróglio envolvendo a Associação Comunitária Nosso Teto, responsável pelo loteamento, e a Promotoria de Justiça, que tenta viabilizar uma solução para os moradores. “A Prefeitura e a Emdef estão prontas para asfaltar o bairro após a assinatura dos contratos, mas, antes disso, é preciso providenciar todo o sistema de galerias e demais itens exigidos para a pavimentação, que seriam de responsabilidade do loteador”, disse Rodrigues. Brivaldo Araújo, presidente da associação, afirmou que a implantação das galerias depende da liberação do Departamento Estadual de Recursos Naturais e também da Autovias, uma vez que as tubulações passarão por baixo da Rodovia Cândido Portinari. “Creio que, em três meses, todos os documentos estejam prontos. Depois disso, caberá aos moradores assinarem seus contratos com a Emdef”, disse.

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