Alunos deficientes devem continuar estudando na Apae


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Durante todo o dia de ontem, o salão nobre do Uni-Facef foi palco de uma audiência pública em que o tema das discussões foi a inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais na rede regular de ensino. O evento contou com a participação de médicos, juristas e especialistas em educação. Após as cinco explanações programadas, ficou definido que a Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) deve permanecer como base na educação destes alunos que portam necessidades especiais na Comarca de Franca. “Foi firmado o pensamento no sentido de que a Apae deverá continuar cuidando destas pessoas, pois ela possui a estrutura necessária para promover este tipo de ensino”, disse Fernando Andrade Martins, promotor de Justiça de Defesa das Pessoas com Necessidades Especiais. A inclusão destas pessoas às redes pública e particular de ensino será feita gradativamente, ao mesmo tempo em que as escolas deverão receber as adaptações necessárias para receber os alunos provenientes da Apae. “Muitas destas pessoas precisam de cuidados especiais, então, é necessário que sejam construídas rampas, fraldários e outras instalações nas unidades de ensino”, completou o promotor. Somente após a realização destas melhorias, um novo debate sobre a inclusão será realizado. A capacidade de aprendizado e adaptação destes alunos à rede de ensino também será discutida. Os organizadores do evento estimam que mais de 300 pessoas assistiram aos debates e palestras realizadas ontem.

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