A Polícia Civil identificou e prendeu ontem o sapateiro desempregado Rogério Luciano Alves, 28, acusado de matar a vendedora Kenia Bruna Bazon, 22, filha do radialista Laerte Bazon. O motivo do crime seria uma discussão em que a vítima teria duvidado da sexualidade de Rogério. Ele foi indiciado por estupro e latrocínio (matar para roubar).
Na versão do assassino confesso dada à polícia, depois de consumir cocaína e bebida alcoólica, Rogério teria sido convidado pela vítima para entrar em sua casa. Lá, teriam mantido relações sexuais. Ao final do ato, Kenia teria duvidado da sexualidade do sapateiro, chamando-o de homossexual. Nervoso, Rogério teria agredido a moça, sufocando-a até a morte. A polícia não acredita totalmente na versão apresentada.
Desde a noite de segunda-feira, a polícia vinha trabalhando com a suspeita de que Rogério Alves seria o autor do crime. Testemunhas informaram aos investigadores Paulo Rodrigues e Luciano Tavares que viram o acusado conversando com a vítima no portão da casa dela durante a manhã. Ainda naquela noite, os policiais o levaram à sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), mas Rogério negou que estivesse com Kenia. A polícia duvidou e conseguiu derrubar o álibi do assassino.
A polícia descobriu que Rogério realmente esteve na casa da vítima. Ele entrou pelo portão, que pode ter sido aberto pela vendedora. “Talvez ele tenha chamado pelo nome e a dominado Estamos tentando provar que realmente ele invadiu a casa dela. Ele nega. Disse que foi ela quem o chamou para entrar. Na calça da vítima apreendida no dia do crime, havia urina dela. Quem urina é porque está nervosa, com medo, por isso acreditamos que aconteceu alguma coisa contra a vontade dela”, disse o policial.
No dia do crime, ficou apurado que alguns pertences de Kênia Bazon haviam sido roubados. A bolsa com seus documentos, dois aparelhos celulares e dois DVDs foram levados caracterizando um crime de latrocínio. Ontem, a bolsa foi encontrada. “Uma outra testemunha importante nos disse que ele havia jogado a bolsa numa mata na Vila Hípica e a localizamos. A bolsa e os depoimentos das testemunhas foram fundamentais para incriminá-lo. Apresentadas as provas, ele confessou o crime”, disse o investigador.
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Rogério Luciano Alves prestou depoimento durante todo o dia de ontem e apresentou sua versão sobre o assassinato (leia texto de apoio). A polícia conseguiu sua prisão temporária por 30 dias, mas aposta que, com as provas levantadas, a Justiça determine a prisão preventiva, em que ele ficará recolhido até o julgamento. Se condenado pelo crime de latrocínio, ele pode pegar 30 anos de prisão e mais 12 anos pelo estupro.
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