Três dias depois da morte da vendedora Kênia Bruna Bazon, a Polícia Civil de Franca conseguiu prender seu assassino. Rogério Luciano Alves foi preso ainda na manhã de ontem, depois de todas as provas levantadas pelos agentes da Divisão de Homicídios da DIG. O delegado Márcio Murari, que comandou as investigações do caso, disse que toda sua equipe se empenhou ao máximo para esclarecer o mais rápido possível o crime.
“Nossos investigadores conseguiram todas as provas necessárias. Sabíamos que o autor do crime era o vizinho, mas tínhamos de ter provas. Num ótimo trabalho da equipe, conseguimos esclarecer mais este homicídio. Vale ressaltar que todos os crimes de morte deste ano foram esclarecidos”, disse Murari.
Após ser indiciado pela polícia, Rogério Luciano Alves deu sua declaração à imprensa. Primeiro, ao ser apresentado aos repórteres, não quis falar nada. Questionado sobre os motivos que teriam feito com que matasse Kenia Bazon, ele se negou a responder. “Não quero falar nada”.
Minutos depois, ele resolveu falar. Mas impôs condições. Disse que não iria aceitar que repórteres fizessem perguntas. Ao lado dos delegados Márcio Murari e Adolfo Domingos, ele se limitou a falar que não era um monstro como todos vinham comentando nas ruas da cidade. “Não aconteceu nada forçado. Ela me procurou. Não sou o monstro que todos estão falando por aí”, disse.
Seguindo o depoimento à imprensa, Rogério confessou ter usado drogas e que perdeu a cabeça após uma discussão com a vítima. “Ela começou a falar um monte de coisa na minha cabeça. Eu estava nervoso, tinha usado drogas. Aí, eu segurei no pescoço dela para não falar mais. Ela não parava. De repente, ela caiu no chão. Eu saí, fui embora e fiquei sabendo só à tarde que ela tinha morrido. Eu saí de lá e não sabia que ela estava morta”, disse o acusado.
Sem ser interrompido, ele alegou que foi a vendedora quem havia procurado por ele e convidado para entrar na casa. “O que aconteceu foi porque ela quis. Ela sempre me procurou, já fazia tempo. Uma hora acaba acontecendo, a gente é homem... Eu não forcei nada com ela. Ela quem quis”, disse Rogério, que depois de completar a frase pediu para o delegado o tirar da sala. Os repórteres tentaram fazer perguntas, mas ele se negou a responder.
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