Fracassos e mais fracassos


| Tempo de leitura: 3 min
Não que eu seja pessimista (ou sou?), mas, analisemos os baixos rendimentos do esporte brasileiro nas Olimpíadas, o sempre fraco time de futebol da A. A. Francana, o feio e pobre futebol praticado por nossa seleção masculina e pelos nossos principais clubes, em especial o todo poderoso Timão que, na contra-mão do grito da torcida, pára, pára e pára; a volta da inflação, o desemprego, a alta abusiva nos preços dos medicamentos e gêneros de primeira necessidade, a falta de assistência médica obrigatória dos órgãos públicos aos menos favorecidos, a impossibilidade da população de baixa renda conseguir casa própria, a ineficiência do ensino público principalmente nas etapas primeiras da educação, a dificuldade dos mais pobres alcançarem as universidades, a roubalheira e o mau uso do dinheiro público por quem deveria guardá-lo e bem aplicá-lo, a inoperância e a ineficiência do INSS, a fragilidade da estrutura da Polícia Civil e Militar, o que as torna incapazes de combater a violência e a venda e o uso de drogas que a cada dia mais se acentua em todos os níveis; a morosidade e agora a falta de credibilidade moral do judiciário, antes privilégio da classe política; a falência moral da família e de nossos usos e costumes; a promiscuidade e a baixa qualidade dos programas e novelas radiofônicos ou televisivos e que agora atingem também parte da imprensa escrita que insiste em fazer apologia do mau gosto e do baixo mundo e muita, mas muita coisa mesmo das quais não me lembro neste momento e trazem o pessimismo com o qual denomino o título deste comentário. Poderia, como faz o presidente deste País, listar o outro lado da vida, aquele que ele pessoalmente vive, cheio de tudo o que é bom e de melhor. Considerando que já passei da idade da ilusão, do lobo e de outras coisas mais, não consigo me conter diante de tanta coisa errada e que acontecem também por nossa culpa, quando deixamos por medo ou por apatia e de “cabeça erguida e queixo saliente”, como dizia o saudoso professor Pedroca, enfrentar tais situações com coragem e destemor suficientes para modificá-las. Entrementes, acho que nem como “cavaleiros de triste figura” temos a coragem necessária para assumir esta luta. Onde encontraremos força, coragem e disposição para o combate? Parece-me que São Paulo - o santo, não o time de futebol - é que dizia “combati o bom combate e venci”, mas, neste País, quando se trata de qualquer empreendimento bom ou honesto, é só começar a ação que a reação vem, principalmente daqueles mais fortes financeira/economicamente. Muitos de nós estudamos latim e lembramos das Catilinárias e do questionamento feito por Cícero, ao imperador Romano: “Até quando, Catilínea, abusarás da nossa paciência?”. Transfiro a pergunta para os políticos. Um dia talvez, cansados de assistir a tanta ignomínia, poderemos mudar as coisas. Hora virá em que outro bom combate acontecerá e terminará com a vitória dos justos e da justiça. Acho até que a primeira daquelas horas acontece agora em outubro, nas eleições. Poderemos começar a mostrar porque viemos para este mundo e que não aceitamos mais estas situações. Vamos arrancar todo o lodo e a lama que envolvem nossa alma, nosso corpo e a comunidade como um todo e que não permite nossa redenção material, espiritual e moral. Odorico Antônio Silva Advogado

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários