Nas garras da violência


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A violência atingiu níveis antes impensados aqui na nossa esquina, aqui ao nosso lado. A cada dia ficamos mais pobres, mais tristes. A tragédia humana se repete, fruto da selvageria dos seres ditos civilizados. A violência estende suas garras, chega a todas as cidades, grandes ou pequenas. Avança de forma cruel. De tanta descrença nos costumes e vícios do País, ocorreu uma inversão completa de valores e o que se vê hoje é o cidadão comum se escondendo de um inimigo que ele não sabe quem é, mas tem certeza que está próximo. São tantas as maravilhas que adornam Franca, que parece inconcebível acreditar que por trás dos encantos dessa charmosa cidade está crescendo tanta barbárie. Tivemos um exemplo disso no começo desta semana. Kenia Bazon, de apenas 22 anos de idade, grávida de dois meses, foi encontrada nua, estrangulada na cama de sua casa, crime que chocou a cidade. Cada cidadão se transformou num detetive e especula pelos quatro cantos da cidade que motivo teria o assassino para agir de forma tão brutal, estrangulando uma jovem que carregava em seu ventre um bebê em formação. A caminho para o trabalho, Kenia teria voltado para casa em busca de alguma coisa esquecida e foi surpreendida pelo ladrão? Perguntavam alguns. Teria sido estuprada e acabou estrangulada porque conhecia o criminoso? Interrogavam outros. Ou seriam dois ou três os autores desta barbárie? Questionavam francanos curiosos e assustados com tanta violência. Se nós ficamos indignados buscando uma resposta e querendo punição severa para o autor ou autores desse crime, imaginem então a família dessa jovem - filha do radialista e repórter policial Laerte Bazon - personagem central dessa verdadeira história de horror. O mal feito, assim como a flecha atirada, é irreversível, é bem verdade, mas uma demonstração de rigor, assim que prenderem o autor ou autores desse crime trará certo conforto a essa família que sofre. A punição deve ser a mais exemplar possível, de tal forma que esse criminoso, que tirou duas vidas de uma só vez, pense bem antes de cometer outro delito. Mas, como acreditar em justiça se a impunidade é, sem dúvida, o grande impulsionador das irregularidades que ora se alastram Brasil afora? O que assistimos, infelizmente, é a um festival de atos que só estimulam a criminalidade. Um cidadão mata outro, de forma fria, e, ao invés de ir para a prisão, são observadas normas que beiram o absurdo. Por exemplo: se o assassino confesso não for preso em flagrante, pode responder em liberdade. Se tem curso superior, tem privilégios. É brincadeira? Verdade é que o povo não agüenta mais ver, impotente, tanta injustiça e tanta impunidade. É como se os fatos transcorressem em uma telenovela, cuja história não pode ser alterada por nós. Podemos apenas assisti-la. Somos meros espectadores. DONOS DA SITUAÇÃO Por precaução, os órgãos de imprensa não divulgam nome ou foto dos que cometem delitos de furtos e roubos, mesmo presos em flagrante. É uma medida preventiva de possível processo futuro por dano moral, injúria, calúnia ou difamação. Com essa garantia constitucional, os bandidos se sentem cada vez mais donos da situação, enquanto os cidadãos de bem não têm o direito de identificar os delinqüentes pelo nome ou pela foto, para se prevenir. Do jeito que está, melhora não se pode esperar. A situação vai ficar ainda pior. O CRIME COMPENSA Em São Paulo, um homem fez grampo telefônico por encomenda e recebeu R$ 500,00 pelo serviço. Descoberto e preso foi colocado em liberdade após pagar fiança de R$ 50,00. Lucro líquido da operação: R$ 450,00. E o que significa isso? Elementar, meu caro: são as leis brasileiras, elaboradas exatamente para não funcionar. E o crime acaba compensando. CIRCULA NA INTERNET ‘O Brasil não ganha no futebol, nem aqui, nem na China.’ PROFUNDO... Os paradoxos entre a técnica e a realidade se acentuam: continuamos novos nas fotos antigas... E velhos nas fotos novas... VIVO NO BASQUETE A Vivo, companhia telefônica, deve ser a nova patrocinadora do basquete francano. Sai a Unimed, entra a Vivo. Quem viver... verá! NEGATIVO Nos supermercados, de nada adianta o cliente optar pelos horários de menor movimento, visando evitar filas e desconforto, porque o número de caixas é proporcionalmente reduzido. Ora, economizar, cortar despesas, é plenamente compreensível. Condenável é a ganância, que se sobrepõe ao bem servir e melhor atender àquele que deveria ser prioritário - o cliente. POSITIVO O delegado Wanir José da Silveira Júnior recebeu, há dias, uma boa notícia: foi promovido à primeira classe. Nada mais justo, depois de prestar 18 anos de bons serviços à polícia. Atualmente, o delegado responde pelo Serviço de Inteligência da Polícia Civil de Franca. Com sua nomeação à primeira classe, Wanir pode agora assumir uma delegacia seccional. Positivo! AMIGO DO PEITO O novo pai sai da maternidade e encontra seu melhor amigo. Entusiasmado, exclama: - Rapaz, o meu filho é a minha cara! O amigo não perde a chance: - Não tem problema, coitadinho. O importante é ele ter saúde. Edward de Souza Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br

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