O dia foi movimentado na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) por conta das investigações em torno do assassinato da vendedora Kenia Bruna Bazon, 22 anos. Dois suspeitos foram levados para prestar depoimentos. Um ex-namorado da vítima e um vizinho dela. Ambos negaram o crime e por falta de provas foram liberados.
Antes de saírem da delegacia, foi coletado sangue dos suspeitos para exame de DNA e posterior confrontação com material colhido no corpo da vítima. A vendedora foi encontrada seminua e a polícia não descartou possibilidade de abuso sexual.
A suspeita do envolvimento de um ex-namorado no crime partiu de denúncias anônimas. O rapaz que esteve na delegacia e não teve o nome revelado chegou a mandar cartas para a vendedora e negou à polícia ter se encontrado com a vítima nos últimos dias. Ele aceitou coletar amostra de seu sangue para exames na investigação.
O outro suspeito, um vizinho da vendedora, prestou esclarecimentos. “Eles apresentaram álibi que, a princípio, nos deixou sabedores de que não participaram deste crime, por isso nós os liberamos, mas continuam sendo investigados. Estamos investigando outras pistas que ainda não podem ser reveladas”, disse o delegado Márcio Murari.
Além dos suspeitos, o pai da vendedora, o radialista Laerte Bazon, e sua irmã, Fátima Bazon, estiveram na delegacia durante a tarde de ontem. Fátima foi a segunda pessoa a chegar na casa de Kenia, assim que o marido dela descobriu o corpo. Ambos não quiseram dar declarações à imprensa. Bazon se limitou a dizer que quer ver o caso resolvido o mais rápido possível.
Segundo o delegado Márcio Murari, os depoimentos dos familiares foram importantes na investigação do caso. Ele não revelou o teor da conversa, mas garantiu ter dado um passo importante no esclarecimento do crime. “Eles passaram informações sobre como ela foi encontrada no local e o relacionamento do casal. Ambos trouxeram informações preciosas”, disse o delegado.
O marido da vendedora, Simão Ribeiro da Silva, será ouvido na manhã de hoje. A polícia aposta que ele possa passar informações importantes para as investigações. No primeiro depoimento, ele disse que saiu de casa às 5h30 para o trabalho, deixando a mulher dormindo. Ao retornar, pouco depois das 18h30, encontrou o portão e a porta da casa abertos. Ao chegar no quarto, encontrou Kenia Bazon seminua, deitada na cama com as pernas para o lado do chão.
O sapateiro saiu e foi procurar ajuda com familiares da vendedora. “O depoimento dele nesta quinta-feira será importante. Ele pode trazer fatos que nos ajudem nas investigações. Estamos trabalhando com uma equipe exclusiva no caso”, disse Murari.
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