Polícia não tem pistas de quem matou filha de radialista


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EMOÇÃO NO VELÓRIO - Dezenas de pessoas se comoveram no velório da vendedora Kenia Bruna Bazon, filha do radialista Laerte Bazon
EMOÇÃO NO VELÓRIO - Dezenas de pessoas se comoveram no velório da vendedora Kenia Bruna Bazon, filha do radialista Laerte Bazon
Continua cercado de mistério o assassinato da vendedora Kenia Bruna Bazon, 22, filha do radialista e repórter policial Laerte Bazon, da Rádio Hertz. A equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) ainda não conseguiu nada de concreto para elucidar o caso. Sem pistas, a polícia conta com a ajuda da população. A jovem foi encontrada morta dentro de sua casa no Parque Vicente Leporace na segunda-feira com um ferimento nas costas e sinais estrangulamento. O crime chocou a cidade. Kenia foi assassinada com crueldade. Teve o pescoço apertado até a morte e a polícia não descarta a possibilidade de que tenha havido abuso sexual. Para confirmar a hipótese, aguarda os resultados dos exames realizados no Instituto Médico Legal. “Já mantivemos um contato preliminar com o legista e estamos aguardando a emissão do laudo para termos novas informações a respeito do corpo da vítima”, disse o delegado Márcio Murari, que preside as investigações. DENÚNCIAS Passadas quase 48 horas da morte da vendedora, a polícia ainda não tem suspeitos. Apenas informações que chegaram através de denúncias anônimas no telefone 197. Algumas não deram em nada. Como, por exemplo, a informação de que os objetos roubados da vítima estariam enterrados numa praça do Leporace. No local nada foi encontrado. “A princípio não há suspeitos. Nós recebemos informações não diretamente sobre a autoria, mas importantes para conduzir as investigações”, disse Murari. A polícia vai começar a tomar depoimentos de familiares e amigos de Kenia Bazon ainda na manhã hoje. Ontem, segundo o delegado, ninguém foi ouvido em respeito ao velório e sepultamento da vítima. “Tendo em vista que foi realizado o enterro, nós preservamos os familiares e respeitamos o momento de dor deles. Uma investigação bem feita não pode ser feita às pressas. O crime de homicídio é uma investigação que demanda tempo, mas todos podem ter certeza que vamos esclarecer esse caso”, disse o delegado. HISTÓRIA CONFUSA Kenia Bazon foi morta dentro de sua residência na manhã de segunda-feira. Seu corpo foi localizado pelo marido no início da noite. De acordo com a Polícia Científica, a morte ocorreu entre 8 e 9 horas. A equipe de homicídios apura informações de que ela teria sido vista pouco antes das 8 horas, saindo para o serviço, mas teria retornado para casa segundos depois. “Pessoas falaram que ela teria saído de casa e logo em seguida retornado. A partir de agora iremos formalizar os depoimentos de vizinhos que realmente a viram”, disse Márcio Murari.

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