Filha de radialista, grávida é estrangulada e morta em sua casa


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Kenia Bazon, grávida de dois meses, foi encontrada nua na cama de sua casa. Polícia não tem pista do assassino
Kenia Bazon, grávida de dois meses, foi encontrada nua na cama de sua casa. Polícia não tem pista do assassino
A vendedora Kenia Bazon, 22, foi encontrada morta dentro de sua casa durante a noite de ontem no Parque Vicente Leporace I. A jovem apresentava um ferimento nas costas, provocado por um objeto pontiagudo, mas foi morta por estrangulamento. A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). A bolsa da vítima e dois DVDs não foram encontrados. Não está descartada a possibilidade da vendedora ter sido molestada sexualmente. Ela estava nua. Kenia estava grávida de dois meses. A vítima é filha do radialista e repórter policial Laerte Bazon, da Rádio Hertz. O corpo de Kenia Bazon foi encontrado no início da noite de ontem por seu marido, o sapateiro Simão Ribeiro da Silva. Ele chegou do trabalho por volta das 18h40 e, ao entrar em casa, viu a mulher caída sobre a cama. Ela estava nua. Segundo relatou o rapaz, no momento em que percebeu que a mulher estava sem vida, imediatamente, comunicou o fato aos familiares que acionaram a Polícia Civil. Investigadores de plantão, Crispim e Rosângela, foram para o local e constataram que a vendedora havia sido assassinada. “A princípio, pensávamos que fosse uma morte natural, mas logo que chegamos vimos que havia um ferimento nas costas da vítima provocado por um objeto pontiagudo. Foi solicitada a perícia no local”, disse Crispim. No fim da noite, o laudo dos legistas apontou que a causa da morte na verdade foi estrangulamento. Kenia Bazon estava no quarto do imóvel de apenas dois cômodos. Segundo a polícia, não havia sinais de arrombamento na casa. Testemunhas que não quiseram se identificar relataram que viram a vendedora saindo para trabalhar logo pela manhã. “Ela saiu arrumada, veio até quase a metade da rua e voltou para casa. Depois não a vi mais”, disse a testemunha. O delegado Wanir José da Silveira esteve acompanhando as investigações. Uma equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) foi designada para acompanhar o caso. “O crime não está esclarecido. Estamos trabalhando com algumas informações, mas não temos nenhuma pista concreta. Disseram que a viram na rua, mas nada ficou confirmado”, disse. Ainda de acordo com Silveira, não está descartada a violência sexual. O corpo da vítima foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para realização de necropsia. “Estamos dependendo do resultado da necropsia”, disse o delegado. [FOTO2] Na casa da vendedora, a polícia não encontrou nenhuma pista que pudesse esclarecer sua morte. Além de não haver sinal de arrombamento, o interior do imóvel não estava revirado, aumentando ainda mais o mistério sobre sua morte. Segundo a polícia, Kenia foi morta no período da manhã, pouco depois das 8 horas. Vizinhos informaram que não escutaram nenhum barulho ou gritos da vítima. Ela também se dava bem com o marido que passou o dia todo trabalhando. Era uma moça educada e querida no bairro.

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