Radialista ficou em estado de choque


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Acostumado a cobrir tragédias, o radialista Laerte Bazon não acreditava o que se passava diante de seus olhos. O radialista foi informado da morte da filha quando participava de uma reunião na emissora. Demostrando estado de choque, ele não quis entrar no imóvel para ver o corpo da filha. “Não estou acreditando. Nunca imaginei uma coisa destas. Falei com ela no domingo e estava tudo bem. É uma situação que não dá para explicar”, comentou o repórter com amigos da imprensa. Colegas de todas as emissoras ao tomarem conhecimento da morte da filha do repórter estiveram no local. Nenhum deles entrou no ar ao vivo do local para relatar o que estava acontecendo. “Hoje estou aqui como amigo, não como repórter. Vamos apoiar nosso colega nesse momento de dor. Depois, com mais calma, daremos a lamentável notícia”, disse Marcos Júnior, repórter da Três Colinas. Kenia Bazon estava grávida de dois meses. O pai da vítima chegou a relatar que estava contente e ansioso com o nascimento do primeiro neto. Familiares e amigos ficaram transtornados com a morte da vendedora. Ninguém quis comentar sobre o assassinato. Filha mais velha do radialista, Kenia Bazon se casou no fim do ano passado e morava com o marido na casa onde foi encontrada morta. “Nunca vi o casal brigando. Faz 11 meses que eles moram aqui. O rapaz sai cedo para trabalhar e logo ela também vai”, disse o comerciante dono da casa. Kenia Bazon está sendo velada na sala 2 do Velório São Vicente de Paulo. Seu corpo será sepultado às 16 horas, no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária Francana.

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