Paciente acredita que forte emoção causou infarto


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A dona de casa Ivone dos Santos tinha saído de Franca no final de julho para aproveitar a passagem de seu aniversário de 58 anos com familiares em Minas Gerais. Para ela a emoção foi a causadora do infarto que a paralisou no dia anterior às comemorações. Disse não entender como o coração não agüentou, já que não abusa de comidas gordurosas, embora goste de um "docinho" fora de hora. Para os médicos que a atenderam, a explicação é quase matemática. A soma de diabetes, hipertensão e obesidade, todas doenças que dona Ivone desenvolveu, elevam às alturas as chances de uma pessoa sofrer um infarto. Para ser mais preciso, as chances são 220 vezes maiores para uma pessoa nestas condições que para uma que não possui nenhum dos fatores. No quarto em que espera a recuperação, a mulher exibia as marcas da cirurgia que tirou artérias de suas duas pernas para transplantá-las ao coração. Dona Ivone deixaria o HC com três pontes de safena. "Não entendo por que passei por isso. Acho que foi a emoção, porque não sou comilona nem exagero em nada. Só gosto de doce", disse ela, que é mãe de nove filhos. "Fui muito bem atendida aqui desde o momento em que cheguei", afirmou. Dona Ivone entrou nas estatísticas do HC de Franca que entre janeiro e julho deste ano atendeu 806 pessoas. Durante todo o ano passado, foram 1.237 operações, envolvendo três especialidades: cardiologia, ortopedia e oftalmologia. Entre os pacientes, a idade vai diminuindo, num claro sintoma do avanço de doenças inexistentes pouco tempo atrás em meio a uma população de 40 a 45 anos.

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