Marcela Ferreira virou ícone antiaborto


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A tranqüilidade tão comum de Cacilda Galante Ferreira, mãe de Marcela de Jesus, foi trocada ontem por um certo nervosismo. Pela primeira vez, Cacilda viajou de avião. Mesmo com medo da novidade resolveu encarar o desafio para falar da experiência de ser mãe de um bebê anencéfalo. Essa não foi a única vez que Marcela foi tema de discussão contra o aborto, mas a única que teve Cacilda presente. A pequena Marcela, que morreu no último dia 1º de agosto após viver 1 ano e 8 meses, se tornou ícone em um movimento anti-aborto em São Paulo no ano passado. O evento teve a presença do padre Marcelo a quem Cacilda, muito religiosa, homenageou ao escolher o nome da filha. Como não tinha como deixar a filha sozinha, Cacilda não participou do evento. Marcela também foi tema de um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) de uma univesitária de Franca que visitou mãe e filha várias vezes para fazer o trabalho. Mas o bebê também ganhou admiração de milhares de pessoas que nunca a viram. Pelo menos duas comunidades foram criadas no Orkut, site de relacionamentos na internet, para falar sobre a menina. Mais de mil pessoas estavam cadastradas e acompanharam todo o desenvolvimento do bebê durante sua vida. “Eu espero mudar o pensamento dessas pessoas que apoiam o aborto. Minha vontade é de participar de todos os eventos que falam sobre esse assunto, por que tudo que as pessoas falaram sobre o tempo de vida da Marcela não aconteceu”.

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