Franca fez 22 transplantes este ano


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O credenciamento de uma equipe médica e também da Santa Casa de Franca junto aos órgãos competentes, fez com que desde junho de 2004 fosse possível fazer transplantes de córneas na cidade. Outros, como de rins, fígado, pulmão, pâncreas e coração não são autorizados em Franca. A médica oftalmologista Raquel Mariana Liporoni de Toledo, responsável pela equipe de transplante, acredita já ter feito o processo em mais de 90 pacientes. Somente nos primeiros seis meses deste ano foram 22 pacientes transplantados. Outros dois estão na fila à espera de atendimento, segundo afirma a médica. O tempo de espera varia de quatro a seis meses. Para Raquel, o número crescente de doações proporciona a realização de mais cirurgias e, conseqüentemente, a redução da fila. Neste ano, a cidade registrou 16 doações de órgãos, mais do que em todo o ano passado, quando a Comissão de Captação de Órgãos da Santa Casa captou 14 órgãos (sete até junho). Em 2008, nos seis primeiros meses foram captados dez rins, cinco fígados e um pâncreas, uma média de 2,6 doações ao mês. De córneas foram 78 doações, contra 488 realizadas no ano inteiro de 2007. A Comissão de Captação de Órgãos da Santa Casa acredita que isto se deve a uma resolução de maio de 2007 que restringe a seleção de doadores de córneas. Portadores de uma série de patologias como tuberculose, malária e hepatite B e C, ficaram impedidos de realizar a doação, assim como os doadores que tenham a causa de morte desconhecida. Ainda assim, Franca, graças ao Projeto Luz idealizado pelo médico Otto Cezar Barbosa Júnior, é uma das campeãs de doações de córneas do interior do Estado. “As vantagens são inúmeras. O tempo de espera é menor e o paciente tem a comodidade do transplante ser realizado em Franca, não havendo necessidade de viajar”, completou a médica.

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