A situação de quem aguarda por uma doação de órgão difere a cada paciente, porém todos se mostram esperançosos e confiantes no trabalho realizado pela Central de Transplantes. “A fila é única e depende do número de doadores e da compatibilidade do órgão a ser transplantado. Quando há uma doação, é o computador que seleciona o paciente. Não tem privilégios ou como intervir na recepção”, explicou Jeová Nina Rocha, coordenador do Programa de Organização de Procura de Órgãos da Central.
Atualmente em todo o Estado de São Paulo, mais de 15 mil pessoas aguardam por um órgão. A maior procura é por rins (9.716), seguido por fígado (3.407) e córnea (1.614). Franca corresponde por 0,49% do total e contabiliza, segundo dados da Central de Transplantes, 56 pacientes na fila por um rim, 12 por fígado e oito esperam uma córnea. Número que cresce a cada ano.
NA FILA
O ex-sapateiro Inácio Ferreira, 46, é um dos pacientes que aguardam por uma córnea. Ele sofreu um aneurisma há 14 anos e nos últimos meses começou a sentir dificuldades de enxergar com o olho esquerdo. “ A visão foi ficando cada vez mais complicada, faz dois meses que fui no médico e eles me encaminharam para receber uma nova córnea”. Ferreira é o próximo da fila a receber o novo órgão. O transplante, único realizado em Franca, acontecerá na Santa Casa ainda sem data marcada.
Para Rocha, o tempo de espera por um transplante varia a cada caso. A espera por uma córnea é entre quatro e seis meses, já o de rim pode atingir 58 meses. “A fila será menor e mais rápida se aumentar o número de doadores de órgãos, essa é a única alternativa para os transplantes. Temos leitos ociosos à espera de doadores”.
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