A leitura eucarística neste domingo nos conscientiza sobre a missão do discípulo que professa a fé em Cristo, o Filho de Deus. As leituras, que serão proclamadas nas missas, são colhidas do profeta Isaías 22; Romanos 11 e Mateus 16.
A primeira leitura trata de um assunto costumeiro no tempo de Isaías e que permanece em nossos dias: nem sempre os que exercem poder político se preocupam com os problemas do povo.
Isaías, o profeta, vive no reinado de Ezequias, que tem como primeiro-ministro um homem chamado Sobna. Este é um oportunista que não dá ouvidos às palavras do profeta e se deixa corromper com presentes e que, com o dinheiro do povo, começa a construir para si um monumento de mármore. Por um certo tempo, tudo passa em brancas nuvens, mas em seguida é descoberto e destituído do cargo.
É substituído por um homem honesto e de muita capacidade: Eliakim.
O ritual de investidura do cargo era bonito e significativo: o rei revestia a pessoa com um manto e um cinto e lhe punha nas costas as chaves do seu palácio.
Receber as chaves queria dizer ter plenos poderes no palácio do rei, administrar os bens do soberano e decidir quem podia ser recebido ou recusado por ele.
Também o texto dá a conotação do novo governo de Eliakim: “Ele será como um pai para os habitantes de Jerusalém e para todo o povo de Judá”.
Aqui está o verdadeiro sentido da “autoridade”: edificar, construir, ajudar e nunca destruir ou fomentar a corrupção.
O profeta fica triste, pois, no princípio, tudo deu certo, mas, com o tempo também Eliakim não suporta o peso da tarefa recebida e se corrompe.
Na segunda leitura se descreve a conclusão de todo o problema que angustia Paulo: a recusa dos judeus de reconhecer em Jesus o Messias. Vimos que esta infidelidade deles teve um resultado positivo: a entrada dos pagãos na Igreja.
Diante desta habilidade de Deus em conduzir os acontecimentos da história e em extrair o bem até do mal, Paulo exclama: “Quão grande é a sabedoria e a ciência de Deus e como são imperscrutáveis os seus desígnios e inacessíveis os seus caminhos.
Os projetos de Deus são de fato incompreensíveis e imprevisíveis, não somente na história dos povos, mas também na vida de cada pessoa.
Nem tudo conseguimos entender e aceitar, mas a certeza de que tudo aquilo que aconteceu é guiado pelo amor do Pai, nos obriga a acreditar que qualquer acontecimento, até o mais dramático, tem o seu sentido profundo.
As situações, que humanamente não têm explicação, depois de certo tempo, deslumbra-se nelas a ação de Deus.
O evangelho nos relata a opinião do povo a respeito de Jesus: quem ele é.
O povo o considera um homem excepcional, um grande mestre da vida moral, um revolucionário que se alinhou com os mais pobres; é um grande profeta.
A verdade é que Ele é mais que profeta; Ele é o Messias. Os profetas foram somente grandes homens, mas não os salvadores da humanidade.
Jesus é o Messias, é único, é o Salvador.
Para quem crê, Jesus é o “Cristo, o Filho de Deus vivo”.
A resposta de Pedro, iluminada por Deus Pai, é correta e Jesus diz a ele: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.
A fé que Pedro professa é o fundamento sólido da Igreja, tornando-a invencível e capaz de dominar as forças contrárias.
Pedro recebe também as chaves e o poder de “ligar e desligar”. Esta imagem indica a autoridade para transmitir a doutrina do Mestre e decidir o que é conforme e o que é contrário ao Evangelho.
Isto indica que a Igreja tem no Bispo de Roma ( o papa), o responsável por manter a unidade da fé em Cristo, professada por Pedro.
ELEIÇÕES 2008
A campanha está em pleno andamento. Os candidatos já mostram seus rostos, indicam nomes, números e partidos. No rádio e na TV vemos e ouvimos a apresentação de cada um. Os debates já começaram. São múltiplos recursos para escolhermos bem. Além dos projetos que apresentam neste período, devemos saber “quem é” o candidato pelo qual nos interessamos. Existem muitas pessoas honestas, sinceras, existem muitos “Sobnas” (1ª leitura deste domingo). Com cautela vamos escolher bem!
SOM ALTO!
Há uma discussão em torno do som alto que perturba vizinhos. Acredito que a fiscalização necessitasse ser mais ampla, pois tem dia que na praça central de Franca, a Nossa Senhora da Conceição, o som é insuportável das 8 às 22 horas; o último exemplo foi na comemoração do Dia do Estudante. Quem reside ali e nas cercanias, se recorda. A Prefeitura concede alvará, mas ninguém fiscaliza. Vamos ficar de olho nos carros de propaganda eleitoral!!!
PENSAMENTO
“Felizes os que habitam vossa casa, para sempre haverão de vos louvar!” (Sl 83).
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.