Um recém-nascido foi achado dentro de uma lixeira no Bairro São José. A criança foi encontrada por dois homens que escutaram o choro e foram ver o que estava acontecendo. A criança estava dentro de uma caixa de papelão enrolada numa toalha branca de mesa e ainda com cordão umbilical. A Polícia Militar foi chamada e levou o menino para a Santa Casa. Branco, pesando 3,3 quilos e medindo 51 centímetros, o bebê passa bem e está em observação no berçário do hospital.
O aposentado Avelino Gimenes Algarte viveu uma tarde que jamais será esquecida. Por volta das 15 horas, saiu de sua casa na Rua Professor Carmelino Corrêa Júnior, no Bairro São José, para visitar sua filha. Ao passar por uma lixeira, a quatro casas de distância da sua, escutou um barulho, mas não deu muita importância e seguiu o trajeto. Alguns metros à frente, percebeu que havia esquecido o inseparável óculos de sol e resolveu voltar.
“Passei no mesmo local e escutei um barulho que parecia ser de um gatinho. Pensei: ‘será que colocaram um gatinho no lixo?’. Foi quando cheguei mais perto e retirei o saco plástico que estava sobre a caixa de papelão. Quando abri, não acreditei no que vi. Era uma criança”, disse emocionado.
Avelino chamou imediatamente um jardineiro que também estava por perto e escutou o choro do bebê. “Também pensei que fosse um gato. O bebê ainda estava com sangue no corpo. Fiquei com as pernas moles ao vê-lo abandonado numa lixeira”, disse Werter Rodolfo Pereira.
Avelino pegou a caixa de papelão com a criança e a levou para sua casa, que fica a pouco metros da lixeira. “Cheguei gritando para minha filha ligar para o Resgate, para a polícia e até para a Santa Casa. O bebê estava chorando, mas aparentava estar forte. Parecia uma criança de um mês”, disse.
O sargento Della Mota e o soldado Pablo, da Polícia Militar, foram os primeiros a chegar ao local. Eles levaram a criança para a Santa Casa. Enquanto levavam o bebê, uma outra viatura procurava pistas da mulher que deixou a criança na lixeira. “Ninguém na rua viu. A única pista é um recado deixado pela possível mãe na toalha onde a criança estava enrolada”, disse o soldado Pita, que ajudou na ocorrência.
No bilhete escrito na toalha, a mãe disse não ter condições de criar a criança e que a deixou no local para que alguém cuidasse. Segundo o recado, o bebê teria nascido às 9h25.
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O caso foi encaminhado à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). A toalha em que o bebê estava enrolado e a caixa de papelão foram apreendidas. A polícia vai investigar o caso e tentar localizar a mãe. “Contamos com ajuda da população e pedimos a quem souber de algo para que denuncie. A mulher provavelmente deu à luz em casa. O mais importante é que a criança está bem”, disse o delegado Djalma Donizete.
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