“Ele nasceu às 9h25. Eu não tenho condição (sic). Por você não ter filhos”. A mensagem, escrita a caneta, sem muito sentido para os moradores do local, estava na tolha branca de mesa, onde o bebê foi enrolado. Na rua onde foi deixado, ninguém viu nenhuma pessoa suspeita. O aposentado e o jardineiro que localizaram a criança ficaram surpresos e não entendem como ela foi parar na lixeira sem que alguém pudesse ver.
O bebê está sendo cuidado por enfermeiras e médicos da maternidade da Santa Casa. Por uma ordem judicial, a criança não pôde ser fotografada. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, o menino passa bem e ficará no berçário até uma definição do Conselho Tutelar. “Como não temos um histórico do pré-natal, ele está sendo submetido a todos os exames”, disse Lila Crespo, assessora de imprensa do hospital.
O bebê ainda não recebeu um nome das enfermeiras. Segundo funcionárias que pediram anonimato, é uma criança perfeita e bonita. “Não dá para entender como uma mulher pode fazer uma coisa dessas, abandonar o filho numa lixeira. Isso revolta. Felizmente, ele está bem”, disse uma das enfermeiras do hospital.
De acordo com o Conselho Tutelar, a criança vai ficar na Santa Casa até receber alta. Em caso de aparecimento de familiares, se confirmadas as condições de cuidar do bebê, ele será entregue. “Se aparecerem os avós, tios ou um familiar próximo pode haver a possibilidade de entregarmos a criança. Se ninguém aparecer até o meio da semana que vem, ele será entregue a uma família adotiva”, disse a conselheira tutelar Vanessa Tristão.
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