Uma faísca gerada em uma das bombas da fábrica de produtos de limpeza MRT Alves, fabricante dos produtos Aromatec, causou um incêndio que comprometeu todo o prédio da empresa, na Rua Austin Ribeiro Vilela, no Jardim Petráglia. Um dos proprietários, Sebastião Donizete França, 44, trabalhava com o funcionário Luís Fernando Costa da Silva, 18, por volta das 10h50, quando o fogo começou. “Nós estávamos colocando silicone na bomba, quando saiu uma faísca e pegou fogo. Eu e meu patrão estávamos lá e começou a pegar fogo em nós dois. Teve uma explosão e jogou ele e eu em cima da mesa”, conta Luís Fernando, que estava com os cílios e alguns pêlos queimados por causa do incêndio.
Sebastião foi levado para o Pronto-socorro “Dr. Janjão”, onde foi medicado e depois liberado.”Ele estava aqui fora, transtornado e com o braço queimado. Aí, peguei ele e corri para lá (para o hospital). Graças a Deus, ele estava só com ferimentos leves”, disse o filho de Sebastião, Cairo França.
Segundo Luís Fernando, os produtos com que trabalha na empresa são químicos e de fácil combustão. “É muito fácil pegar fogo. Uma faisquinha de nada já explode”. Em poucos minutos, o fogo se alastrou por todo o prédio, gerando chamas que chegavam até o segundo andar.
Os oito funcionários que trabalham na empresa saíram rápido, avisando os vizinhos do perigo que corriam. “Nós estávamos sentados na sala, assistindo televisão, quando ouvimos o estouro e o povo gritando”, disse José Almir, que mora no segundo andar de um prédio que faz divisa com a fábrica. A preocupação de José Almir era de que o fogo se alastrasse para a empresa de serigrafia que fica no pavimento abaixo de sua casa.
Todos os objetos que estavam no prédio, inclusive um Jipe Grand Cherokee, uma moto Titan e bicicletas dos funcionários, foram afetados. A estimativa é que os prejuízos sejam superiores a R$ 200 mil. “Roupas, documentos, duplicatas, computadores, e por aí vai. O prejuízo foi muito grande”, disse Johnny França Visconti, sobrinho de Sebastião.
[FOTO2]
De acordo com informações não confirmadas, tanto o prédio quanto os veículos não tinham seguro. A moto, de propriedade do irmão de Johnny, Joseph, que é funcionário da empresa, nem sequer estava quitada. “É uma sensação estranha, você ver um bem seu todo queimado. Vou acabar de pagar ela até o final do ano”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.