Marido confessa ter assassinado mulher com tiro à queima-roupa


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CRIME PASSIONAL - Delegado Dalmo Matheus Polo ouviu o autor do crime e o liberou. Ele deverá pedir a prisão preventiva do aposentado
CRIME PASSIONAL - Delegado Dalmo Matheus Polo ouviu o autor do crime e o liberou. Ele deverá pedir a prisão preventiva do aposentado
O aposentado João Alves de Lima, 69, apresentou-se ontem à tarde, no 4º Distrito Policial, e confessou ter matado sua mulher, a dona de casa Cleonice Aparecida de Oliveira, 33 anos. O crime ocorreu na manhã de terça-feira na residência do casal, no Jardim Alvorada. Lima alegou legítima defesa. Em depoimento acompanhado da advogada, ele disse que sua mulher é quem queria matá-lo. O aposentado contou que tomou o revólver das mãos da companheira e, num gesto impensado, atirou nela. Os filhos do casal, de 4 e 8 anos, foram levados por ele para a casa de parentes, em São Tomás de Aquino (MG), minutos depois do crime. Após ser ouvido, ele foi liberado. A polícia já estava à procura do aposentado. Horas depois de o corpo de Cleonice ser encontrado, o delegado Dalmo Matheus Polo, que estava de plantão no dia do crime, rumou para São Tomás em busca de pistas que pudessem esclarecer o assassinato. “No local do crime, recebi a informação de que o marido da vítima havia saído cedo de casa levando os filhos. Também descobrimos onde a irmã dele morava na cidade de São Tomás de Aquino. Fomos lá e vimos o carro dele. Os filhos dele estavam na casa da tia. Ela disse que o aposentado deixou as crianças e voltou para Franca, onde iria resolver um problema”, disse o delegado. Ontem à tarde, João Alves de Lima resolveu se entregar. Trajando bermuda, um boné de couro e calçando chinelos, o aposentado entrou na delegacia acompanhado de uma advogada para dar sua versão sobre o assassinato. Ele confessou ter atirado na companheira com quem viveu por 14 anos. João disse que realmente brigava muito com a mulher. Alegou que vinha sendo traído e que ela queria matá-lo. “Ela ia me matar e trancar a casa. Eu ia ficar fendendo (sic) lá. Eu tava (sic) sentado na mureta, doente, esperando recurso. Ela pegou a arma e falou que ia me matar. Eu tomei o revólver dela e atirei”, disse (leia mais no apoio). O depoimento do aposentado durou aproximadamente três horas. O revólver usado para matar Cleonice Aparecida foi encontrado no forro da casa. “Ele escondeu a arma na própria casa. O revólver calibre 32 estava com dois projéteis deflagrados. Como ele se apresentou espontaneamente, no momento não temos como prendê-lo. Porém, analisando as demais provas e seu depoimento, nós vamos pedir sua prisão preventiva”, disse o delegado.

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