A polícia investiga a morte da dona de casa Cleonice Aparecida de Oliveira, 33, executada com um tiro à queima-roupa no pescoço na manhã de ontem. Ela foi encontrada pelo irmão caída num cômodo de dispensa nos fundos de sua casa, no Jardim Alvorada, zona sul da cidade. A principal suspeita da polícia é de que o crime tenha sido passional. Seu marido, o aposentado João Alves de Lima, 69, desapareceu levando os filhos de 8 e 4 anos. Ao lado do corpo da mulher foram encontrados diversos projéteis calibre 32, provavelmente da arma usada no crime.
A polícia conduz as investigações a partir das denúncias da família da vítima. Segundo o que foi apurado ontem, Cleonice teria brigado com o marido durante a manhã. Após a discussão, ela foi para casa de sua mãe, no Jardim Aeroporto, onde teria dito que pretendia não voltar mais para casa. “Ela disse que não agüentava mais morar com ele. Não esquentei muito a cabeça, pois eles sempre brigam e voltam. O João tem muito ciúmes. Não deixava ela nem sair de casa”, disse Raimunda Maria Oliveira, mãe da dona de casa morta.
Por volta das 10h30, Cleonice Aparecida de Oliveira teria recebido uma ligação de seu marido. Segundo ela contou para a mãe, ele dizia estar passando mal e pedia para que voltasse para casa. “Ela saiu falando que iria lá, pois estava preocupada com os dois filhos que estavam com ele. O marido dela já deu derrame e minha filha ficou preocupada. Liguei o dia todo para ela, mas ela não atendia. Pedi para o meu filho ir na casa dela ver o que tinha acontecido. Daí, esta tragédia”, disse Raimunda.
Ao chegar no local, Vander Oliveira, irmão de Cleonice, disse ter estranhado a cena. O portão estava escancarado. Bateu na porta algumas vezes em vão. Foi, então, ao fundo do imóvel, onde encontrou a irmã caída e com o rosto cheio de sangue. “Saí correndo e liguei para polícia. Quando vi o portão da casa aberto pressenti uma tragédia. Procurei meus sobrinhos, mas não encontrei ninguém. Foi ele. O marido dela quem fez isso”, disse Vander.
Policiais militares estiveram no imóvel e isolaram toda a área. A princípio, suspeitava-se de um suicído, mas logo depois houve a confirmação do assassinato. Cleonice Aparecida de Oliveira havia sido morta com um tiro no pescoço. “Não encontramos a arma, mas devido aos projéteis caídos ao lado do corpo acreditamos que ela foi morta com um revólver calibre 32”, disse o soldado Anderson.
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Peritos da Polícia Científica informaram ao delegado de plantão, Dalmo Matheus Polo, que o tiro partiu de uma distância de no máximo 15 centímetros. “Foi à queima-roupa. Estamos à procura do marido dela, que está desaparecido. É um suspeito. Vamos colher mais informações”, disse o delegado.
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