Após homicídio, marido desaparece


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O casal tinha histórico de brigas constantes. Segundo a mãe de Cleonice, ela, às vezes, ficava trancada dentro de casa e era impedida pelo marido de ver sua família. Comércio da Franca - Por que sua filha não separou do marido, diante de tantas brigas? Raimunda Maria - Não sei. Acho que de medo dele. Ele é muito violento. Minha filha cuida bem dele. Depois do derrame, até banho ela dava nele. Comércio - Há quantos anos o casal vivia junto? Raimunda - Há 14 anos. Antes ele morava comigo, mas depois ficou com ela. Ele me largou por ela. Só que minha filha disse que não agüentava mais ficar com ele. Comércio - É fato que ele não deixava Cleonice sequer sair de casa? Raimunda - Ela não podia ir nem na minha casa. Eu é quem ia lá. Ele ameaçava ela. Falava que ia matar todo mundo. Comércio - E as crianças? A senhora sabe onde elas estão? Raimunda - Não. Estou preocupada com elas. Ele fugiu levando as duas. Comércio - A senhora sabia da existência do revólver na casa deles? Raimunda - Ele sempre teve esta arma. Estou preocupada com meus netos.

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