Doação de órgãos dobra no primeiro semestre deste ano


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O número de órgãos doados em Franca mais que dobrou nos primeiros seis meses deste ano. Até junho, a cidade registrava 16 doações, mais do que em todo o ano passado, quando a Comissão de Captação de Órgãos da Santa Casa captou 14 órgãos (sete até junho). Em 2008, até o momento, foram captados dez rins, cinco fígados e um pâncreas, uma média de 2,6 doações ao mês. Na Santa Casa, a Comissão de Captação de Órgãos foi criada em 2001 e é composta de 31 profissionais da área da saúde e assistentes sociais. Sua finalidade é organizar o processo de captação de órgãos e tecidos para transplantes, identificar os potenciais doadores e realizar o trabalho com familiares dos pacientes com morte cerebral a fim de esclarecê-los e incentivá-los a realizar a doação. Desde que iniciou os trabalhos, a Comissão contabiliza as doações de 54 rins, 25 fígados, dois corações e três pâncreas, números que, de acordo com o coordenador destes trabalhos, o médico Otto Cezar Barbosa Júnior, colocam a cidade como uma das que mais realizam captações no interior de São Paulo. De acordo com o médico, o aumento no número das doações está diretamente ligado aos trabalhos realizados pelo grupo. “O esquema montado junto à comissão fez com que houvesse este crescimento, pois a média de sucesso nas abordagens feitas pelos profissionais é de 30%”, explicou. Talita Cristina da Silva, 23 anos, é uma das pessoas que conseguiram receber um órgão. Ela passou por uma cirurgia de córnea em abril. Há pouco mais de um ano, Talita descobriu que tem ceratocone, uma doença degenerativa que a fez perder quase toda a visão do olho esquerdo. Futuramente ela terá que se submeter a um transplante também no olho direito. “Fiquei cerca de seis meses na fila de espera. Graças a Deus, não tive nenhuma complicação e nem rejeição”, disse a jovem. De acordo com Otto Barbosa Júnior, para que haja mais aumento nas doações é necessário que as pessoas discutam sobre o assunto. “Se a família conhece o desejo da pessoa que faleceu, facilita muito”. Para ajudar nesta conscientização, a Santa Casa de Franca irá lançar uma campanha nas escolas para despertar nos alunos o interesse pelo tema. A intenção é que os estudantes conversem em casa sobre o assunto para conhecer a opinião de seus familiares e também falar o que pensam sobre a questão. NA OUTRA PONTA Somente em Franca existem 76 pessoas na fila de espera para uma cirurgia. Destas, 56 esperam por um rim, 12 precisam de um fígado e 8 pessoas esperam uma córnea.

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