A possibilidade da Unifran (Universidade de Franca) oferecer o curso de Medicina voltou a ser discutida em Franca nesta semana. Dois técnicos do MEC (Ministério da Educação) estão na cidade desde segunda-feira, 18, para nova inspeção das instalações do campus. A primeira visita havia sido feita há um ano. A Santa Casa e outras unidades de saúde também receberam a comitiva. Os especialistas estiveram no hospital ontem à tarde. As instituições e a assessoria do Ministério não divulgaram detalhes dessa etapa da avaliação.
Os técnicos iniciaram a análise das estruturas dos laboratórios, salas de aula, biblioteca e outros setores da Unifran na segunda-feira e devem concluir o trabalho hoje. Funcionários estão dedicados exclusivamente ao atendimento à equipe.
Ontem, a comitiva passou parte da tarde visitando as dependências da Santa Casa de Franca, no Centro. UBSs (Unidades Básicas de Saúde) também serão analisadas. O objetivo é avaliar os estabelecimentos de saúde onde os alunos do curso de Medicina poderão atuar, caso a instalação seja aprovada. “A Santa Casa pretende se credenciar junto ao MEC para se tornar Hospital de Ensino, mas a visita realizada hoje não foi para avaliação dessa autorização”, disse Lila Crespo, assessora de imprensa do hospital. Os médicos que acompanharam os técnicos não concederam entrevista ao jornal.
O reitor da Unifran, Clovis Cury, informou, via assessoria de imprensa, que ainda não há nada oficial sobre a instalação do curso de Medicina. “Não sabemos se o curso será aberto. Dependemos do parecer do MEC sobre essa visita, mas não há uma previsão”.
Os dois especialistas ainda farão inspeções hoje, mas não informaram se fornecerão detalhamentos dos laudos à universidade.
Até as 18 horas de ontem, a assessoria do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado ao MEC, não informou detalhes sobre a vinda dos técnicos a Franca nem sobre as etapas para autorizar a instalação do curso na Unifran.
SONHO ANTIGO
A abertura do curso de Medicina na Unifran foi pedida há três anos. Em entrevista concedida ao Comércio em junho de 2007, Clovis Ludovice, chanceler da instituição, anunciou investimentos de R$ 2 milhões em laboratórios de anatomia e análises clínicas para o novo curso. Segundo informações dele, o curso ofereceria 60 vagas, em período integral, com seis anos de duração. A previsão seria realizar um vestibular por ano.
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