Tão perto e tão longe


| Tempo de leitura: 2 min
Proximidade e distanciamento parecem compor a sensação que ainda preside a relação entre universidade e sociedade. Isso pode ser observado em muitos lugares do mundo mas também na situação particular de Franca com a “sua” UNESP, até o momento, alojada num quarteirão inteiro bem no centro da cidade. Talvez possamos dizer que proximidade e distanciamento tenham tanto uma dimensão física quanto metafísica. Onde estiver instalada, a universidade expressa o interesse da cidade na formação dos seus cidadãos. Contudo, para além da formação, universidade é pesquisa e esta é muitas vezes distante dos interesses imediatos e pragmáticos da sociedade e por isso mesmo pode ser considerada como desinteressada (ou mesmo desinteressante) aos olhos de quem não cultiva uma aproximação com a vida universitária ou se coloca intencionalmente fora dela. A pesquisa, cedo ou tarde e quase sempre, se transmuta em inovação, respondendo às necessidades sociais. Em outros casos ela passa a ser difundida enriquecendo a assimilação do conhecimento produzido. Ambos processos compõem momentos importantes da vida universitária e manifestam suas intrínsecas relações com a formação profissional, acadêmica e intelectual dos cidadãos. Gostaria aqui de chamar a atenção para alguns desses momentos que estarão acontecendo na UNESP de Franca nessa semana. O primeiro deles é a XVII Semana de História da UNESP/Franca (19 a 21 de agosto), evento tradicional no qual desfilam pesquisadores locais (entre docentes e alunos de graduação e de pós-graduação) juntamente com convidados de diversas universidades. O tema central trata dos “novos embates historiográficos”, espaço de avaliação e discussão a respeito do patamar até onde avançou o conhecimento histórico em incontáveis áreas de interesse dos pesquisadores. Haverá conferências pela noite, minicursos, comunicações coordenadas e livres (confira a programação em www.franca.unesp.br ). O segundo é a defesa da tese de doutorado de Clayton Cardoso Romano, a ser realizada no dia 19 de agosto, a partir das 14 horas, cujo título evidencia mais proximidade do que distanciamento entre universidade e sociedade: “Do ABC ao Planalto: a cultura política do petismo”. Trata-se de uma investigação que visa explicar o nascimento e as características do “petismo” como uma cultura política específica em nosso País. Um tema de história do tempo presente, nem sempre visto pelo senso comum como parte intrínseca do conhecimento histórico. O terceiro é o lançamento da revista Política Democrática (nº 21), a ser realizado no dia 20 de agosto de 2008, às 10 horas (sala 50), com a Mesa Redonda “Os desafios da esquerda no Brasil” que conta com a presença do editor da revista, o Prof. Dr. Caetano Araújo, da UnB. Distante da universidade uma sociedade somente poderá cultivar pobreza cultural, imediatismo e superficialidade. Próxima e vinculada a ela, poderá obter ou alimentar novas conquistas culturais Alberto Aggio Professor de História da Unesp/Franca

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários