‘Tem que colocar limites’


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Há dez anos trabalhando na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca, a psicóloga Fabiana Zagolin está habituada a atender os pais vítimas de agressões dos filhos e também os agressores. Ela disse que a maioria agride em busca de dinheiro. “Eles obrigam os pais a darem dinheiro para comprarem drogas. Eles não vêem os pais como amigos, mas como um depósito de dinheiro”. Segundo ela, os casos estão mais freqüentes, principalmente com o aumento do consumo de entorpecentes. Fabiana ainda elenca outros desencadeadores da violência dentro de casa: a falta de estrutura familiar, educação sem regras e ausência de diálogo. “Tem que colocar limites, dialogar e aprender a falar não na hora certa”, disse. “Eles não podem superproteger os filhos. É preciso agir com a razão também ao educar”, complementou. A própria psicóloga comenta que não existe manual para ser pai e mãe, mas ela aposta na intuição dos progenitores para o sucesso da educação. “Não existe receita. Mas acredito que os pais devem transmitir o que aprenderam ao serem educados e o que acham correto para os filhos. Os pais, com certeza, vão saber a hora certa de dizer não”. Para Victalina Pereira Di Gianni, 72, especialista na área de atendimento ao idoso, coordenadora da Pastoral da Pessoa Idosa e professora da Unati (Universidade Aberta à Terceira Idade), a educação é um dos pontos fracos da agressão doméstica. Para ela, há inversões de papéis. “Os padrões de educação mudaram. Poucos conseguem passar valores para os filhos. Os pais têm deixado a educação para os professores, mas cabe a eles apenas a educação escolar’.

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