Maria é nossa esperança


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Neste domingo, celebramos a solenidade de Nossa Senhora da Glória, com o título de “Assunção de Maria ao céu”. A Assunção de Maria ao céu é professada desde os primeiros séculos. Foi proclamada como verdade de fé pelo Papa Pio XII, em 1950. No Brasil, a devoção a Nossa Senhora da Glória ou Assunção de Nossa Senhora é muito querida pelo povo. Em Maria, Deus Pai nos concede um sinal da vitória de toda a humanidade pela morte e ressurreição de Jesus Cristo, nosso salvador. Na solenidade da Assunção de Nossa Senhora lembramos das pessoas vocacionadas para a vida consagrada: religiosos, religiosas e consagrados e consagradas seculares. As leituras proclamadas nas celebrações eucarísticas são: Apocalipse 11; I Carta aos Coríntios 15 e São Lucas 1. A cena descrita na primeira leitura é grandiosa. No céu aparecem dois sinais. O primeiro é uma mulher revestida de sol, com a lua sob seus pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. O segundo é um enorme dragão vermelho, com uma força descomunal, capaz de arrastar do céu um terço das estrelas. A mulher está grávida, ela dá à luz um filho e o dragão coloca-se diante dela para devorar a criança recém-nascida. A mulher parece vencida, mas Deus intervém, pois toma o filho e o transporta para o céu, enquanto a mulher busca refúgio no deserto. Quem são os três personagens? O menino é evidentemente Cristo que é destinado a governar as nações. A mulher representa antes de tudo a comunidade de Israel e é a esse povo que se referem as doze estrelas que adornam a cabeça da mulher. O sol indica a glória divina, com a qual está coberto esse povo. A lua era o deus adorado pelos povos do Oriente Médio inimigos de Israel. O dragão vermelho simboliza o mal, as forças contrárias à salvação, o inimigo de Deus e do seu plano de amor. Essas forças destrutivas se atiram contra o Messias desde o dia do seu nascimento. A mulher foge e procura refúgio no deserto é o símbolo da Igreja, que é protegida pelo Senhor que a acompanha pelo deserto. Esse trecho é proclamado na Assunção de Maria, porque é dela que nasceu o Messias e ao mesmo tempo é também a irmã que vive os dramas de toda a comunidade cristã, que acompanha os irmãos de fé nos momentos difíceis da tentação, do desencorajamento, da luta contra o mal. Na segunda leitura, o apóstolo dos gentios, afirma que a ressurreição e a glória são resultado do desenvolvimento e do amadurecimento da vida, segundo o projeto de Deus. Cristo é o primeiro fruto e depois todos aqueles que pertencem a Cristo. A Virgem Maria é a primeira entre os seguidores de Cristo, por isso Maria nos precede no céu. Nós somos pessoas de fé, e no entanto temos medo da morte, não queremos nem ouvir falar dela, e nos perguntamos: se Cristo venceu a morte, por que continuamos a morrer? A morte não existe somente como fim de nossos dias sobre a terra, mas é uma experiência que nos acompanha a todo momento. A doença, a dor, a desilusão, a solidão, o abandono, a insuficiência física são situações que impedem de viver em plenitude, são formas de morte. Amar a Deus significa aceitar com serenidade essa realidade, essa condição humana. Significa crer no seu projeto, confiar-se a ele. Deus está pintando sua obra-prima, e ele a vê já realizada: é o mundo remido que, no fim dos tempos, Cristo entregará ao Pai. Nós, atualmente, contemplamos essa obra-prima só com os olhos da fé. O evangelho relata a visita de Maria à sua prima Isabel, idosa que se encontrava grávida. Isabel chama-a de “bem-aventurada” porque acreditou no Senhor e Maria reconhece os benefícios de Deus em sua vida e na vida do seu povo e agradece com o belo cântico do Magnificat. Encontram-se face a face duas mulheres. Ambas gestam e esperam o nascimento de uma criança. Movida pelo Espírito Santo, Isabel intui a presença de Deus na gravidez da jovem Maria. Maria é abençoada porque traz em seu ventre a maior bênção da humanidade. Maria é herdeira da bênção divina e, por isso, modelo da esperança no Cristo que vem. DIA DA RELIGIOSA Neste domingo a Igreja destaca a vocação de consagração a Deus por meio da vida religiosa, as irmãs de caridade. A vida religiosa hoje se concretiza na promoção humana, na área da educação e na evangelização como missionárias. Na Diocese de Franca estão presentes as Irmãs Carmelitas, as Congregações Jesus-Maria-José; Irmãs de São José de Chambéry, Jesus-Sacerdote; Irmãs de Sant’Ana; Franciscanas da Divina Providência; Salvatorianas; e Vida et Pax! Parabéns a todas. TERÇO PARA OS HOMENS Em muitas igrejas do Brasil, existe um movimento novo que reúne os homens para a reza do Terço, uma vez por semana. Está sendo organizado na Catedral com início previsto para setembro. É um momento de oração onde os homens se reúnem para agradecer e pedir a Deus pela sua família e necessidades diversas. Aguardem! PENSAMENTO “Ao lutarmos pela fé, Deus nos vê, os anjos olham e o Cristo nos contempla”! José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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