A nova cara dos cartões bancários


| Tempo de leitura: 2 min
Há tempos o uso de microprocessadores, ou chips, como são mais conhecidos, não é mais exclusividade do computador. Ele aparece nos mais diferentes aparelhos eletrônicos como relógios, telefones celulares, veículos, brinquedos e mais recentemente nos cartões bancários. Gradativamente todas as instituições bancárias estão trocando os cartões antigos por outros com a nova tecnologia. Não vai acontecer nenhuma mudança significativa no seu dia-a-dia, mas haverá ganhos nos quesitos segurança e rapidez. O Se Liga conversou com dois especialistas que vão deixar você “expert” no assunto. “O chip presente nos cartões de bancos são dotados de memórias, onde são armazenados dados e informações que só podem ser acessados nos terminais de consulta ou de pagamento”, explicou Ricardo David, professor de Robótica e Mecatrônica da Unifran. Segundo ele, os antigos cartões com tarjas magnéticas só continham um único número registrado, o que facilitava fraudes. Os novos cartões podem registrar eventos especiais, por exemplo, o local e o horário de suas últimas utilizações, o que garante maior segurança. “Além disso, eles possuem um código único, normalmente chamado de PIN, que não pode ser trocado ou reproduzido de forma simples, o que torna a sua clonagem extremamente difícil. Agora os clientes podem então realizar compras usando tanto o código PIN quanto a assinatura”, disse o professor. E para você não ficar na mão com seu cartão de crédito na hora de fazer um pagamento, Ricardo David alerta: “O chip se trata de um circuito delicado, sendo sujeito a danos e interferências por ocasião de campos eletromagnéticos muito intensos e ambientes muito adversos, como um índice de umidade muito elevado, por exemplo”. Luiz Guilherme Roncato, diretor de advanced payments da MasterCard Brasil, contou ao Se Liga que, apesar do chip ser usado há mais de 20 anos, só agora o Brasil está investindo nesta tecnologia para transações bancárias. “O fortalecimento desta tecnologia no Brasil se deu a partir do final da década de 90, visando sempre incrementar a segurança, além de ampliar a funcionalidade dos cartões bancários”, disse Roncato. “Além disto, este novo sistema permite autenticar transações via internet sem precisar de uma linha telefônica ou contato on-line. Pode ser tudo feito off-line, o que deixa as operações mais rápidas”, explicou o executivo da MasterCard Brasil. De agora em diante, ninguém mais vai passar vergonha na fila de pagamento do cinema ou do restaurante, porque o “sistema está fora do ar” e é impossível realizar a transação.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários