Fila para cirurgias eletivas, falta de vagas na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neo-Natal, hemodiálise, internações, fila para retirada de medicamentos de alto custo e outros problemas vividos por quem depende da Saúde Pública em Franca podem ser amenizados. É isso o que prometem os promotores de Justiça, Paulo César Corrêa Borges e Décio Piola. Ambos se uniram para realizar uma verdadeira força-tarefa e tentar resolver os transtornos no atendimento prestado na cidade.
A idéia é em pouco mais de 60 dias analisar cada um dos setores da Saúde que apresenta queixas e reclamações, para, em seguida, convocar os responsáveis pela gestão da área para que apresentem soluções. Caso isso não ocorra, os promotores devem entrar na Justiça para garantir que o atendimento à população seja prestado de forma digna.
"A Santa Casa é a executora de grande parte dos procedimentos contratados pelo Estado, mas não possui exclusividade dos problemas. Como os serviços de Saúde envolvem vários níveis administrativos, considero que a discussão também deva envolver os mesmos níveis. Essa é uma discussão mais ampla e que passa pelo Conselho Municipal de Saúde, Santa Casa e Estado, então deve ser feita para tentar estabelecer uma solução para todos os problemas”, disse Paulo Borges.
Ele destacou que a iniciativa de apresentar propostas deve ser dos próprios gestores, mas as sugestões também poderão ser forçadas pelo MP. “Antes da Promotoria dizer para adotar certa medida, o administrador tem que sugerir, mas se não houver uma posição concreta, nós vamos buscar o Poder Judiciário, sem dúvida”, explicou.
O trabalho já começou. O primeiro resultado veio, nesta semana, com o anúncio de um mutirão de quase 3 mil cirurgias eletivas que serão realizadas até o fim do ano. “Queremos fazer com que todos os níveis de governo gastem o que a Saúde na cidade precisa, porque os anos vão passando, a população aumenta, mas os recursos só diminuem”, disse Décio Piola.
A apresentação das propostas, antes da ação judicial, evitaria que a discussão se transformasse em uma alongada disputa e aumentaria as chances de o problema ser resolvido dentro de um prazo satisfatório. “Vamos ver com especialistas da área o que pode ser feito, mas as ações não estão descartadas”, disse Piola.
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