Empresário francano cai no golpe do ‘dinheiro lavável’ e perde R$ 40 mil


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Delegado Marcelo Rodrigues mostra papéis que seriam as “notas pretas” e a caixa onde elas estavam armazenadas
Delegado Marcelo Rodrigues mostra papéis que seriam as “notas pretas” e a caixa onde elas estavam armazenadas
O empresário francano RGP, 40, foi vítima de um golpe inusitado na última semana. De acordo com informações do delegado Marcelo Rodrigues, do 3º DP (Distrito Policial), ele emprestou mais de R$ 40 mil para um africano enquanto guardava US$ 2 milhões em “notas pretas” do golpista que, na verdade, não passavam de papéis tingidos. De acordo com Marcelo, este tipo de golpe se iniciou na África e se alastrou por todo o mundo. Os golpistas abordam imobiliárias e dizem querer comprar imóveis. “Esse golpe é chamado golpe do dinheiro preto. Ele começou na África e imigrou para o Brasil. O nigeriano ou angolano vem para o Brasil. Ao chegar na cidade, ele procura uma imobiliária, alegando querer adquirir um bem. Na corretora de imóveis, ele solicita um de preço razoavelmente alto e a imobiliária apresenta essa pessoa ao empresário.” Depois disso, ele pega a confiança da pessoa, deixa o negócio praticamente fechado e explica a situação do dinheiro. “Ele explica para a pessoa que tem mais ou menos dois milhões de dólares, que é de Angola ou da Nigéria, que estão em guerra civil, e que, para sair com este dinheiro de lá, ele o pintou de preto. Para tirar a tinta, bastaria aplicar um líquido”, diz o delegado. O estelionatário teria mostrado para o empresário o procedimento com uma nota verdadeira, o que, para Marcelo, é um truque de ilusionismo. “É como se fosse um truque de mágica. Ele tem mil dólares com ele e consegue apresentar como se fosse o dinheiro preto”. O empresário francano teria ido a uma casa de câmbio e verificado a legitimidade do dinheiro “limpo”. Após isso, o africano teria falado que tinha que buscar familiares e, para isso, precisava de dinheiro emprestado. “A pessoa mostra a caixa com US$ 2 milhões de dólares em notas pretas e diz que fechará o negócio, mas tem que voltar para São Paulo ou para Angola para buscar a família. Então, ele propõe que a pessoa guarde o dinheiro para ele e pede R$ 40 mil adiantado para futuro abatimento no negócio do imóvel. Aí a pessoa acredita, entrega o dinheiro para ele que nunca mais volta. Quando você vai lavar o dinheiro, você lava. lava, lava e ele continua preto”. A casa que seria comprada do empresário vale R$ 270 mil e o golpista, que se apresentou com o nome de Emanuel, teria procurado a imobiliária no dia 27 de julho. O empresário repassou R$ 38 mil para o africano e depois teria depositado R$ 6 mil em uma conta aberta com nome de um laranja e fechada logo após o saque do dinheiro. O delegado acredita que o empresário é a única vítima francana e diz que a equipe Alfa, formada por Régia e Amato, fará o possível para localizar o golpista. “Nós estamos rastreando, tentando fazer um mapa de atuação do miliante. Estamos cercando, fazendo contato com Angola e Nigéria para ver onde há indícios fortes de que esteja. Se for preciso ir para Angola, nós vamos até Angola”.

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