Baile no Internacional inferniza os vizinhos


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NOITES EM CLARO - Clayton Campos mora em frente ao clube e diz não conseguir dormir por causa do alto volume do som e pretende denunciar
NOITES EM CLARO - Clayton Campos mora em frente ao clube e diz não conseguir dormir por causa do alto volume do som e pretende denunciar
Os moradores que residem na Rua Francisco Marcolino, localizada na Vila Santos Dumont, próximo ao Clube Internacional, estão irritados com o barulho e a movimentação de veículos em frente às suas residências. O motivo é o baile dançante dos associados que acontece todos os finais de semana de madrugada. Para conseguirem dormir, muitos vizinhos têm de pedir aos seguranças do baile que abaixem o som e, quando precisam retirar o carro da garagem, é necessário que o locutor da festa anuncie até que o proprietário libere o espaço reservado aos moradores. Além do som alto, os vizinhos relatam que, no meio da madrugada, são comuns as brigas e a presença de usuários de drogas na calçada. “A bagunça começa às 22 horas no sábado e termina só às 4 horas do domingo. Aí, depois, começa outro baile à tarde, por volta das 15h30 e vai até a meia-noite”, disse Sara Carmem, 32. A dona de casa disse que já cansou de pedir aos funcionários que abaixem o som, mas o barulho continua. “Passei diversas noites em claro. Tenho criança pequena, o que a gente pede é só respeito e uma noite de sono tranqüila”, disse. Quando precisa sair com o carro no fim de semana, o analista de segurança, Clayton Cristiano Alves de Melo Campos, 29, que mora em frente ao clube, precisa ter paciência. Segundo ele, os freqüentadores do baile não respeitam o espaço reservado das garagens de nenhum morador. “É um dilema. A rua enche de carros e eu tenho que ir lá no baile anunciar e esperar o dono vir retirar o veículo”, disse. O diretor social do Clube Internacional, Irineu Francelino, disse já saber das reclamações dos moradores e que vai tentar resolver o problema. “Vou dar um toque no pessoal do som para que abaixem e avisar os freqüentadores para que não estacionem nas garagens”, disse. Apesar da denúncia feita ao Comércio, os moradores ainda não expuseram o problema à Prefeitura. O chefe da Fiscalização da Prefeitura, Ismael Xavier, disse que, para fiscalizar o local, é necessário receber uma reclamação oficial. “Só depois que os moradores denunciarem, é que poderemos ir até o local. Caso o ruído ultrapasse os 45 decibéis permitidos por lei, notificaremos. Se não cumprirem as exigências, o clube pode ser multado ou interditado”.

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