Muita gente disputando um trabalho no mesmo espaço pode acabar em confusão. Por isso, cada ponto de chapa tem suas regras e seus carregadores fixos. “Ninguém chega aqui cantando de galo porque dá briga. Este espaço é nosso”, disse Antônio Benedito da Silva.
Para organizar o dia-a-dia do ponto, a ordem de chegada é que define de quem é vez. “Quem chega primeiro, fica na frente e assim em diante. Depois, quando voltamos de um trabalho, vamos para o final da ‘fila’ para começar tudo de novo”, explicou Sebastião Cândido Teodoro.
Alguns clientes já têm o número do celular dos carregadores e ligam agendando o dia e horário que vão precisar do serviço. “Quando a gente faz uma carga, já deixa o número do telefone para, da próxima vez que o motorista precisar, já chamar”, disse Antônio José Felipe. “Alguns pontos são uma bagunça, e quando o caminhão vai encostando sai um monte de homem correndo atrás. Deste jeito não dá, sempre sai briga”.
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Os chapas descarregam mantimentos como arroz, feijão, óleo e também materiais de construção, como telhas. “É um trabalho pesado”, afirmou Antônio Felipe, que entre acenos e esforços físicos trabalha cerca de dez horas por dia. “Mas o bom é que não temos patrão. A gente tem liberdade de trabalhar quando e do jeito que quiser, mas para ganhar o dinheiro tem que ter disciplina, porque só depende da gente”.
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