Chapas têm suas próprias regras


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Sebastião Cândido Teodoro, 58, trabalha há 22 anos como chapa na Cândido Portinari
Sebastião Cândido Teodoro, 58, trabalha há 22 anos como chapa na Cândido Portinari
Muita gente disputando um trabalho no mesmo espaço pode acabar em confusão. Por isso, cada ponto de chapa tem suas regras e seus carregadores fixos. “Ninguém chega aqui cantando de galo porque dá briga. Este espaço é nosso”, disse Antônio Benedito da Silva. Para organizar o dia-a-dia do ponto, a ordem de chegada é que define de quem é vez. “Quem chega primeiro, fica na frente e assim em diante. Depois, quando voltamos de um trabalho, vamos para o final da ‘fila’ para começar tudo de novo”, explicou Sebastião Cândido Teodoro. Alguns clientes já têm o número do celular dos carregadores e ligam agendando o dia e horário que vão precisar do serviço. “Quando a gente faz uma carga, já deixa o número do telefone para, da próxima vez que o motorista precisar, já chamar”, disse Antônio José Felipe. “Alguns pontos são uma bagunça, e quando o caminhão vai encostando sai um monte de homem correndo atrás. Deste jeito não dá, sempre sai briga”. [FOTO2] Os chapas descarregam mantimentos como arroz, feijão, óleo e também materiais de construção, como telhas. “É um trabalho pesado”, afirmou Antônio Felipe, que entre acenos e esforços físicos trabalha cerca de dez horas por dia. “Mas o bom é que não temos patrão. A gente tem liberdade de trabalhar quando e do jeito que quiser, mas para ganhar o dinheiro tem que ter disciplina, porque só depende da gente”.

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