Não consigo entender como uma obra como essa leve tanto tempo para ser concluída. Um administrador do aeroporto de Ribeirão Preto me informou, em 2004, que 40% da demanda do “Leite Lopes” tem origem em Franca, centro de uma região mais de 700 mil habitantes e PIB de mais de R$ 6,5 bilhões. Temos, hoje, um único vôo partindo de nossa cidade, atendendo só gente daqui, que viaja a São Paulo prioritariamente. Em contrapartida, quem sai de São Paulo com destino a Franca, tem que descer no “Leite Lopes” e seguir viagem até aqui, de táxi ou carro alugado. Nem estou considerando termos aqui, no “Lund Presotto”, pista com capacidade para Boeings e um torre de controle com todos os instrumentos necessários sem ninguém para operar. Os pilotos que saem daqui solicitam plano de vôo por telefone ou fax ao aeroporto de Ribeirão. Outro ponto: existe uma fábrica de aviões dentro do aeroporto de Franca, o que poderia exigir, para o local, investimento urgentes e objetivos. É preciso investigar melhor a falta de investimento no “Lund Presotto”. Por que tanto tempo para arranjar recursos destinados a manutenção? E, quando os investimentos aparecem, por que existe a necessidade de fechar a pista por seis meses? Algo está errado...
Márcio Ranhel
Franca - SP
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.