O período de volta às aulas para os comerciantes que trabalham em frente às universidades é motivo de comemoração e alívio no bolso. Mais de 30 ambulantes dependem do movimento de estudantes para obterem uma renda mensal ou um dinheiro extra com a venda de diferentes produtos.
Ao redor da Unifran (Universidade de Franca), que tem um potencial de 12 mil consumidores, são oferecidos diversos tipos de mercadorias. Em barracas improvisadas, trailers, mesas e até em cima dos carros, vale de tudo para expor os produtos e conquistar os estudantes.
Na entrada e saída dos alunos e nos intervalos das aulas, é possível comprar lingeries, bijuterias, espetinhos, bombom, calçados, roupas, bolsas, entre outros. O vendedor de bijuterias Dário Bedo Porfírio, 30, afirma que é hora de aproveitar o grande fluxo dos estudantes e conquistá-los com diferentes mercadorias. “Agora temos que vender bastante porque as férias só atrasam nossas contas. Quanto mais novidades oferecermos melhor”.
A venda de bijuterias é a principal fonte de renda do ambulante, que lucra cerca de mil reais por mês. “Ficamos doidos para voltar a trabalhar, porque sobrevivemos disso”, disse.
Há um ano e meio, o casal de comerciantes Cássia Carvalho, 40, e Marcos Borges, 45, expõem calçados em frente ao portão de entrada da Unifran. Os produtos são exibidos no próprio veículo do casal, que vende, em média, 10 pares por dia. “O dinheiro ajuda a pagar a faculdade da minha filha, pois, quando chegam as férias, a mensalidade do curso vence do mesmo jeito, mas o dinheiro não entra”, disse Cássia.
A saída encontrada pela maioria dos comerciantes para não ficar no “vermelho” é juntar parte do dinheiro obtido no período de aula. “Meses como janeiro, julho e dezembro são difíceis. Não temos para quem vender”, disse Claudionor Geraldo dos Santos Duarte, 43, que possui há 13 anos um trailer de pastéis em frente à Uni-Facef (Centro Universitário de Franca).
O comerciante vende 120 pastéis por dia e lucra em média R$ 600 por mês. Mas quando chega o recesso escolar, o dilema é o mesmo. Ele se vê obrigado a tirar férias junto com os alunos. “Apesar de trabalhar como cronometrista em uma fábrica de calçados durante o dia, a venda de pastéis é o que paga a maior parte das contas”, disse.
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