Vândalos fazem ‘limpa’ em cemitério


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CADÊ? - Túmulo do Cemitério da Saudade somente com suporte do vaso que foi retirado em ação de vandalismo. Prefeitura disse que tomou medidas
CADÊ? - Túmulo do Cemitério da Saudade somente com suporte do vaso que foi retirado em ação de vandalismo. Prefeitura disse que tomou medidas
Placas metálicas, alças e vasos de bronze continuam a despertar atenção de marginais no Cemitério da Saudade, no Centro de Franca. As peças são as campeãs em atos de vandalismo que atingem os túmulos do local. Não há um controle de quantos furtos são registrados por mês ou o total de túmulos danificados, mas funcionários do local afirmaram que, em dias próximos à datas comemorativas, como Finados, Natal, Dia das Mães e Dia dos Pais, o número de ocorrência é maior. A Prefeitura diz que já providenciou a execução de novas medidas para reverter a situação. Zeladora de túmulos há mais de dez anos, Ariane Cristina Guimarães lida com a violação de sepulturas constantemente. Na semana passada, precisou avisar uma patroa sobre o roubo de um vaso no jazigo da família. “É triste você cuidar bem de um túmulo, se esforçar para clarear o bronze e depois ele é levado embora num ato de vandalismo ou num furto”, disse Ariane. Dos 80 túmulos pelos quais zela, ela acredita que, pelo menos, 12 já sofreram ação de invasores. “Eles fazem um arrastão grande, ficam um tempo sem agir e depois voltam. É uma ocorrência a cada dois meses”. Mesmo com a implantação de espirais cortantes nos muros, ao andar pelo cemitério é possível constatar que os ladrões não pararam de agir. A reportagem encontrou três vasos de bronze desparafusados, prontos para serem roubados. Segundo um pedreiro que trabalhava no local, essa é uma tática usada para facilitar a ação. “Primeiro eles vêm arrancam o vaso e, numa segunda visita, levam ele embora”, explicou Pedro Silva. Num corredor do lado esquerdo da parte inferior do cemitério, foi possível contar mais de dez túmulos com as alças retiradas. As peças de bronze roubadas no cemitério são destinadas para venda. Quando a ação é frustada, as peças são recolhidas pela administração do cemitério e devolvidas à família do morto. Uma freqüentadora do cemitério acredita que a depredação acontece à luz do dia, principalmente em horários de pouco movimento. A zeladora Ariane tem a mesma opinião, porém aposta nos fins de semana. “De sábado e domingo, a movimentação é menor e tem menos pessoas trabalhando, fica mais fácil eles agirem”. A maioria das danificações está nos túmulos das quadras mais distantes da portaria principal e próximos aos muros que só receberam proteção contra marginais em novembro do ano passado. “Ações da Prefeitura já provocaram uma queda de 70% em todos os tipos de atos de vandalismo em Franca e, no Cemitério da Saudade, não foi diferente”, disse o secretário de Obras e Meio Ambiente Ismar Tavares.

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