A mesma pesquisa encomendada pelo Comércio ao Instituto Datalink que apontou a falta de costume do francano em ir ao teatro e cinema mostrou também que cerca de 54% da população nunca acessa a internet. Dos entrevistados, 32,8% disseram utilizar com freqüência, enquanto que 12,3% navegam raramente. O aposentado Ismar Jacinto é um dos muitos que nunca acessam a internet. Ele relata que costuma ver o filho de 10 anos navegando pela rede mundial de computadores. “Deixo pra ele porque ele gosta. Não quis aprender por causa da idade, apesar de ser uma coisa necessária”, afirma.
Questionado sobre os projetos de inclusão digital existentes no município, o prefeito Sidnei Rocha destacou o programa Acessa São Paulo, que atualmente funciona na Estação e que disponibiliza acesso gratuito à internet, além de projetos de informática em parceria com centros comunitários. “Recentemente, iniciamos também o projeto Escola Digital, nas escolas da Prefeitura”, respondeu por e-mail. O programa consiste na utilização de “carteiras digitais”, em que os alunos aprendem interagindo com o computador. Diante do processo de inclusão digital ainda deficitário oferecido pelo poder público, criam-se projetos independentes. É o caso do Click na Educação, da ONG Franca Viva, que desde 2004 já formou quase 2 mil alunos entre 14 e 70 anos.
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