Francanos excluem teatro e cinema das opções de lazer


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Pesquisa de hábitos de lazer encomendada pelo Comércio ao Instituto Datalink Pesquisa de Mercado e Opinião, evidenciou uma velha impressão: o francano vai muito pouco ao cinema e ao teatro.
Pesquisa de hábitos de lazer encomendada pelo Comércio ao Instituto Datalink Pesquisa de Mercado e Opinião, evidenciou uma velha impressão: o francano vai muito pouco ao cinema e ao teatro.
Pesquisa de hábitos de lazer encomendada pelo Comércio da Franca ao Instituto Datalink Pesquisa de Mercado e Opinião, cons tatou uma uma velha impressão: o francano vai muito pouco ao cinema e ao teatro. Outra informação revelada pela pesquisa é a de que mais da metade da população local não tem o costume de acessar a internet. Apenas 5,8% das 1.200 entrevistas mostraram que o francano costuma ir com freqüência (pelo menos uma vez por mês) ao cinema e muito menos, 1,7%, disse ir ao teatro. A televisão continua sendo a principal opção de lazer, liderando com 92,3%. A pesquisa mostrou também que 54,8% das pessoas nunca entram na internet. Na mesma pesquisa, constatou-se que 64% dos francanos nunca vão ao cinema e mais de 75% da população nunca freqüenta o teatro. Mas qual seria o motivo de a população francana freqüentar tão pouco o teatro e cinema? Explicações e reclamações da população não faltam: “o Teatro Municipal precisa urgentemente de uma reforma física”; “há mais de um ano não há a apresentação de peças de renome nacional” (a última foi Monólogos da Vagina, apresentada em julho de 2007); “quando há peças, são mal divulgadas”; “há apenas um cinema em Franca, que carece de reforma, e costumeiramente atrasa o lançamento de filmes”. Os recursos públicos para a área cultural na cidade também ficam a desejar. No orçamento de 2008, Franca destinou R$ 3,5 milhões para a Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura), pouco mais da metade do valor resernado por outras cidades do mesmo porte, como Piracicaba, por exemplo, que aplica quase R$ 6 milhões em projetos da Secretaria Municipal de Ação Cultural. Sem falar em números, o chefe da divisão de Cultura de Franca, Sérgio Menezes, destacou alguns projetos que tem desenvolvido para estimular a participação dos jovens no teatro, entre eles o “Arte na Rua”, trabalho realizado em escolas e centros comunitários. “Queremos formar platéias para o futuro. Diante de tudo que estamos fazendo tenho certeza que esses índices vão aumentar no próximo ano”, disse. Porém, não cita nenhum investimento para a vinda de grandes espetáculos, cuja ausência é uma das maiores reclamações dos francanos. Apesar dessa lacuna, na concepção dele, a baixa adesão do francano ao Teatro Municipal - que representa 74 mil espectadores por ano - é um reflexo do que acontece no restante do País. “Isso não acontece somente em Franca. São poucas as pessoas que participam das atividades culturais no Brasil, pelo que nós temos constatado nos fóruns de que temos participado”. Por e-mail, o prefeito de Franca, Sidnei Franco da Rocha (PSDB), disse que os números devem ser considerados à luz das condições culturais da cidade “num passado recente”. “Se compararmos os últimos quatro anos, veremos que o público no Teatro Municipal tem crescido consideravelmente. No entanto, penso que a arte não deve ficar restrita ao teatro apenas. A arte deve estar nas ruas, perto das pessoas. É isso que também temos procurado fazer, via Feac”, afirmou o prefeito. Ele discordou da comparação estabelecida entre os investimentos em cultura entre cidades como Franca e Piracicaba. “Não se pode comparar investimentos de Franca nas áreas de Cultura e Esporte com outras cidades. Como se sabe, a arrecadação per capta em Franca é menor que em outras cidades”. Sidnei Rocha ainda destaca as melhorias recentes que implementou no Teatro Municipal, mas conta com investimentos de fora para dar seqüência às obras. “Já implantamos o sistema de ar-condicionado, que não existia e melhorou o conforto para o público, e instalamos novos equipamentos de som e iluminação. Para a reforma física, precisamos de ajuda dos governos estadual e federal. É o que estamos buscando”. Também consultado pelo Comércio, o diretor do Teatro Municipal “José Cyrino Goulart”, Jô Ribeiro, preferiu não manifestar sua opinião sobre o assunto. Para se chegar aos resultados da pesquisa, o Instituto Datalink realizou 1.200 entrevistas em dez bairros de todas as regiões urbanas da cidade entre os dias 21 de junho e 1º de julho deste ano. O universo pesquisado abrangeu pessoas de ambos os sexos, com idade acima de 16 anos, de todas as classes sociais (A/B, C e D/E).

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